Fora de pauta, a Confederação Brasileira de Futebol descarta pôr fim aos estaduais, mas estuda padronizá-los
Fora de pauta, a Confederação Brasileira de Futebol descarta pôr fim aos estaduais, mas estuda padronizá-los e diminuir ainda mais os seus espaços no calendário nacional. A entidade definiu a atual fórmula de disputa do Campeonato Mineiro como a ideal e trabalha para encontrar um formato que deixe todas as suas filiadas satisfeitas. A mudança, ainda em fase inicial de conversas, atenderia a uma demanda dos principais clubes. A princípio, nem todas as federações teriam de se adequar ao modelo ainda a ser definido.
Com apenas 15 datas, o estadual mineiro é apontado como um dos motivos para o sucesso recente de Cruzeiro, bicampeão brasileiro, e Atlético-MG, campeão da Copa do Brasil. A competição entrará neste ano em sua sexta temporada consecutiva com a mesma fórmula.
O campeonato conta com 12 participantes, que se enfrentam entre si em turno único, com os quatro melhores seguindo para as semifinais e os dois últimos colocados rebaixados para a Segunda Divisão. Na fase seguinte, os classificados fazem confrontos de ida e volta por uma vaga na final. Os vencedores decidem o título também em duas partidas. A atual fórmula dos mineiros está garantida pelo menos até 2016.
No último Conselho Técnico da FMF (Federação Mineira de Futebol), foi sugerido o acréscimo das quartas de final, mas, mesmo com o placar favorável de 7 a 5, a proposta acabou derrubada por conta da posição contrária de Cruzeiro, Atlético-MG e América-MG, que têm maior peso nos votos. Mais reduzido, o Mineiro permite aos clubes realizarem pré-temporada maior e terem as semanas livres para treinos.