Se dentro de campo o time do Uberaba Sport vem sendo responsável por momentos de grandes emoções, no campo jurídico, a situação não é diferente. A angústia sentida com o desenrolar nos processos do clube na Justiça, pode ser comparada a apreensão de assistir aos jogos do USC no Uberabão. Na tarde de ontem, enquanto o elenco do colorado treinava tranquilamente no Estádio Boulanger Pucci, no Fórum o clima era de apreensão. Novamente a área do Uberaba Sport, no bairro Mercês, foi a leilão. Ao contrário do ocorrido no dia 13 de fevereiro, quando ninguém manifestou interesse, ontem quatro interessados deram seus lances, o menor deles, no valor de R$ 1,7 milhão, partindo do Supermercado LS Guarato. Sérgio Luiz da Silva também deu um lance de R$ 1,9 milhão. No entanto, em forma de consórcio, a RCG – Engenharia e Empreendimentos, representada por Antonio Renato Venceslau Rodrigues da Cunha, e o LS Guarato, representado por José Luiz Guarato, deram um lance no valor de 2 milhões e 12 mil reais. Na divisão, a construtora ficaria responsável pelo pagamento de 73,4% do valor total e o LS Guarato por 26,6%, sendo que 25% do valor seriam pagos no ato da arrematação; 25% dentro de 30 dias, e o restante, 50%, no ato da expedição da carta de arrematação. De acordo com o advogado do clube, José Maria de Oliveira, apesar de não ter havido mais lances, o leilão não foi finalizado. Segundo ele, a Prefeitura solicitou que o pedido de desapropriação do imóvel, visando a transformar o BP em bem de utilidade pública, fosse anexado ao processo para apreciação, o que pode mudar o quadro. Além disso, segundo o advogado, o lance final não alcançou o valor da avaliação judicial da área. Agora, o processo será analisado pela juíza Régia Ferreira de Lima. “Sei que as três partes iriam procurar o prefeito Anderson Adauto para tratar do assunto. Porém, em uma conversa informal com o prefeito, ele manifestou interesse em desapropriar o imóvel”, afirmou José Maria Oliveira. Caso a juíza valide o leilão realizado ontem, o advogado já adianta que o passo seguinte do departamento jurídico do clube será opor embargos à arrematação, o que poderá anular o leilão. “Tudo o que podemos fazer neste momento é aguardar, para, só depois, tomarmos algum tipo de atitude”, encerrou. Ainda na tarde de ontem, o Jornal da Manhã entrou em contato com o presidente do USC, Luiz Humberto Borges e o mesmo desconhecia o resultado da reunião entre o prefeito e os arrematantes do imóvel. Junto à assessoria de comunicação da Prefeitura, a informação foi de que tal reunião não aconteceu.