As vitórias nos seis primeiros jogos sob o comando da Seleção Brasileira transformaram Tite no técnico mais admirado do país. Porém, não dá para dizer que ele é unanimidade no Brasil porque muita gente na diretoria corintiana anda brava com o treinador. O motiv os reforços contratados com sua indicação neste ano.
“É claro que o Tite faz ótimo trabalho na Seleção, mas ninguém se lembra que foi ele e o Edu Gaspar que bancaram as contratações dos jogadores que até agora não deram certo no Corinthians”, reclama um diretor, homem de confiança do presidente Roberto Andrade.
Os reforços aos quais o dirigente corintiano se refere são Giovanni Augusto, Marquinhos Gabriel, Balbuena, Guilherme, Marlone, Lucca… “Gastamos R$ 55 milhões na montagem do time neste ano. E não foi o Roberto quem inventou esses nomes. O Tite indicou e o Edu Gaspar viabilizou as contratações”, acrescenta.
Giovanni Augusto foi o mais caro dos contratados: R$ 15 milhões. Na sequência, aparecem Marquinhos Gabriel (R$ 10,5 milhões), Balbuena (R$ 6,4 milhões), Guilherme (R$ 5,7 milhões), Lucca (R$ 5 milhões), Marlone (R$ 4 milhões), André (R$ 2 milhões)…
Outros, como Willians, Camacho, Vilson e Bruno Paulo, chegaram ao Parque São Jorge praticamente de graça. O Timão ainda comprou Alan Mineiro (por R$ 700 mil) e Gustavo (R$ 3 milhões) – o atacante do Criciúma foi comprado do Criciúma depois da saída de Tite.
No entanto, se gastou R$ 55 milhões, o Corinthians lucrou quase o dobro com a venda da maior parte do time campeão brasileiro do ano passado e mais alguns atletas na metade do ano. As maiores negociações foram de Gil, Felipe, Renato Augusto e Alexandre Pato.