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Em sua estreia vestindo a camisa do Corinthians, o atacante Roger Guedes marcou um belíssimo gol de falta. "Gratificante estrear com gol, mas faltou a vitória. Buscamos o empate até o final”
Atrás da sua quarta vitória consecutiva no Brasileirão, o técnico Sylvinho não hesitou e mandou a campo o Corinthians com um dos principais reforços do clube - o atacante Róger Guedes, que fez sua estreia pela equipe com a sua incomum camisa de número 123. Depois de um jogo difícil, em que ficou atrás do placar na maior parte do jogo, o time paulista buscou o empate por 1 a 1 já na parte final da partida, com um belo gol de falta, justamente do estreante da noite.
Róger Guedes não marcava um gol desde dezembro de 2020 e fazia sua primeira partida pelo Corinthians no estádio onde marcou seu primeiro gol como profissional, em 2014, quando defendia o Criciúma contra o seu atual clube.
"Gratificante estrear com gol, com o pé direito, mas faltou a vitória. Buscamos o empate até o final, depois buscamos a vitória, mas não veio. Vamos para o próximo jogo", disse Róger Guedes após a partida.
Logo no começo do jogo, o Corinthians viu que o Juventude tinha uma proposta bem definida - uma marcação forte e precisa em cima de Renato Augusto e Giuliano e ainda explorar a boa fase do atacante Ricardo Bueno, que assim como Róger Guedes, teve uma passagem pelo rival Palmeiras. Aos quatro minutos, o jogador do Juventude dominou a bola na área e bateu firme, mas a bola explodiu na defesa alvinegra.
Aos oito minutos, Róger Guedes foi acionado pela primeira vez. Ele recebeu bola na esquerda, dominou e ajeitou para Renato Augusto bater rasteiro, rente à trave direita do Juventude.
O Juventude se posicionava muito bem, marcando de perto e tirando espaço dos meias do Corinthians. O time gaúcho ainda se arriscava no ataque e exigiu boa defesa de Cássio, aos dez minutos em chute de Guilherme Castilho.
O Corinthians chegou com certo perigo duas vezes, aos 16 com Giuliano para defesa de Marcelo Carné e depois aos 22, quando Róger Guedes fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Jô, mas o goleiro do Juventude mais uma vez afastou o perigo.
Aos 28, boa trama gaúcha com Paulinho Boia e Ricardo Bueno, que arriscou de fora da área para mais uma defesa de Cássio. Mas três minutos depois, o goleiro corintiano não conseguiu evitar o gol da equipe gaúcha. Paulo Henrique fez boa jogada pela direita e cruzou para o próprio ex-palmeirense, que "atacou" a bola, saltou entre a marcação de João Victor e Fágner e cabeceou com precisão - 1 a 0 para o Juventude.
O segundo tempo começou e o Juventude seguia com maior intensidade. O Corinthians pouco chegava ao gol de Marcelo Carné até que Sylvinho tirou Renato Augusto e colocou Luan e ainda mandou Gabriel Pereira para o jogo no lugar de Gustavo Mosquito
Do outro lado, Marquinhos Santos sacou Wagner e Paulinho Boia, que estavam segurando a bola no ataque da equipe gaúcha. Assim, por necessidade do resultado, o Corinthians acuou o Juventude. O time ficou mais rápido e reativo e quase chegou ao empate aos 31, quando Fagner cruzou e Jô cabeceou bem, mas a bola triscou na trave direita de Marcelo Carné.
Na base da insistência, o Corinthians chegou mais uma vez pela esquerda e Fábio Santos foi derrubado do lado esquerdo da área. Róger Guedes tinha a opção de cruzar na área, mas resolveu aproveitar a barreira de três jogadores e bateu para o gol - a bola foi certeira, sem chances para o goleiro. O Juventude ainda cabeceou uma bola na trave, de novo com Ricardo Bueno, e o jogo terminou mesmo empatado.
FLUMINENSE VENCE, AMPLIA SEQUÊNCIA POSITIVA E AUMENTA O CALVÁRIO DA CHAPECOENSE
Por Ricardo Magatti
O Fluminense deu sequência à boa fase desde que Marcão assumiu o comando técnico e ganhou da lanterna Chapecoense na noite desta terça-feira. Na Arena Chapecó, o time carioca mostrou eficiência para sair de campo com a vitória por 2 a 1, com gols de Bobadilla e Luiz Henrique, ambos no primeiro tempo. Perotti diminuiu para os catarinenses, que seguem afundados na última posição do Brasileirão e sem vitória depois de um turno inteiro.
O Fluminense tem, agora, 25 pontos, e subiu para o sétimo lugar, colado no grupo dos seis times que garantem vaga na próxima edição da Libertadores. O triunfo consolida a fase positiva dos cariocas com Marcão. Embora tenha sido derrotada pelo Atlético-MG na Copa do Brasil, a equipe não perdeu no Brasileirão desde que o técnico assumiu após a demissão de Roger Machado. Foram dois empates (Atlético-MG e Juventude) e duas vitória sobre Bahia e, agora, Chapecoense.
A Chapecoense soma apenas sete pontos, está na lanterna e é o único que ainda não venceu na competição. O Grêmio, aparece uma posição acima, já tem 16, enquanto o Bahia, primeiro fora da zona de rebaixamento, soma 21 pontos. Os catarinenses caminham a passos largos para regressar à segunda divisão.
O time de Chapecó se tornou a primeira equipe a encerrar o primeiro turno do Brasileirão sem vitória desde 2003, quando o torneio passou a ser disputado em pontos corridos. A pior marca era dividida entre América-MG (2013), Náutico (2013), Avaí (2019) e Goiás (2020), com duas vitórias em 19 jogos.
O Fluminense foi premiado pelos bons 20 minutos iniciais. Mostrou eficiência e abriu 2 a 0 antes da metade da primeira etapa. Aproveitando o recuo dos anfitriões, os cariocas marcaram com Bobadilla e Luiz Henrique. Depois, se retraíram e jogaram para não segurar o resultado.
Aos nove, André serviu o centroavante paraguaio, que, bem colocado, inaugurou o marcador. Aos 17, Danilo Barcelos bateu escanteio na primeira trave, onde estava o jovem atacante cria da base tricolor. Ele desviou de cabeça e fez o segundo.
Desesperada e sem perspectiva de reação no campeonato, a Chape teve de dar as caras no ataque em busca do empate, mas parou duas vezes no goleiro Marcos Felipe. Uma com Bruno Silva e outra com Alan Santos.
Na etapa final, o time catarinense melhorou com as mexidas de Pintado. Anderson Leite, Ravanelli e Perotti entraram e foram responsáveis pela evolução da equipe. Especialmente Perotti. Foi do centroavante o gol que animou a Chapecoense. Ele aproveitou vacilo da zaga rival após cruzamento de Denner e mandou para as redes aos 15 minutos. A arbitragem marcou inicialmente o impedimento, mas validou o gol após análise do VAR.
A Chape dominou as ações e, após o gol, encurralou o Fluminense. Esbarrou, no entanto, nas suas limitações técnicas. Os anfitriões até criaram chances para empatar, mas foram poucas. E, nas vezes em que furou o bloqueio defensivo do adversário, não conseguiu marcar. O Flu sustentou a vantagem e comemorou muito os três pontos fora de casa, embora saiba que precisa jogar melhor para brigar entre os primeiros colocados.
