ESPORTE

Corinthians tenta aumentar carência para pagar estádio

O prazo para zerar todos os débitos é de no máximo 180 meses, em parcelas mensais, com juros e correções

Publicado em 23/07/2015 às 20:32Atualizado em 16/12/2022 às 23:10
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O Corinthians quer estender o prazo para começar a quitar a construção da sua Arena. O contrato, assinado em novembro de 2013, prevê o pagamento dos R$ 400 milhões do financiamento do BNDES com vencimento em julho. O prazo para zerar todos os débitos é de no máximo 180 meses, em parcelas mensais, com juros e correções.

Os argumentos da direção do clube e do fundo que cuida do negócio são as regras do banco para o financiamento dos estádios da Copa. As duas partes lutam para que tenham pelo menos 36 meses de carência, a contar do dia em que o documento foi assinado, em 19 de novembro de 2013, neste caso. 

Ou seja, se os 36 meses fossem seguidos, o Corinthians só precisaria fazer o primeiro depósito em novembro de 2016. Mas não é o que diz o contrato de financiamento, que estipula 15 de junho de 2015 como a data final da carência.

A conversa acontece com a Caixa Econômica Federal, que é a repassadora do dinheiro, e com o BNDES, mas ainda não há uma definição. Enquanto espera, porém, a cúpula alvinegra diz que já pagou a primeira parcela, de R$ 5 milhões.

“Todos os empréstimos para arenas no Brasil são em 36 meses de carência. Somente nós estávamos usando 19 meses. Então, pedimos mais 12 meses, pois as obras só vão acabar agora. É só isso. Já pagamos a primeira parcela”, argumentou Andrés Sanchez, superintendente de Futebol do Corinthians.

Atrasadas, as obras ainda não têm um prazo definido para acabar. A Odebrecht diz que no final de julho terminará. Internamente, porém, dirigentes do clube têm certeza de que é impossível que tudo esteja pronto até antes do mês de setembro. O valor já chega em R$ 1,2 bilhão, com  juros, empréstimos e contratos extras fechados durante o andamento da construção.

A Caixa Econômica Federal informou “que as operações são protegidas por sigilo bancário" e esclareceu “que o andamento das parcelas e as liberações dos contratos estão em ritmo normal”.

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