Os dois maiores clubes de futebol de Minas Gerais se uniram para pedir o fim da Parceria Público-Privada (PPP) do Estado com a Minas Arena, concessionária que administra o estádio
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Intenção das agremiações é que a gestão do Mineirão passe para o clubes
Os dois maiores clubes de futebol de Minas Gerais se uniram para pedir o fim da Parceria Público-Privada (PPP) do Estado com a Minas Arena, concessionária que administra o estádio Mineirão desde 2010. O pedido, direcionado ao Ministério Publico, é apoiado pelos presidentes Gilvan de Pinho Tavares, do Cruzeiro, e Daniel Nepomuceno, do Atlético.
O posicionamento dos clubes se apoia no relatório do deputado estadual Iran Barbosa (PMDB), que constatou lucros do estádio não compartilhados com o governo, contrariando o que estabelece o contrato de PPP. A maquiagem contábil teria feito com que a empresa embolsasse quase R$ 100 milhões. A denúncia foi entregue ontem ao Ministério Público.
“Foram R$ 97 milhões de lucro líquido que a Minas Arena omitiu do governo na sua parte, que é 50%, declarando esses lucros como reserva de subvenção. Foi uma maneira de manter esses milhões no caixa da empresa para que ela consiga declarar constantemente prejuízo operacional, o que na verdade não está acontecendo. Desse valor, a Minas Arena se apropriou indevidamente de R$ 45 milhões dos clubes”, acusou o deputado.
Cruzeiro. Principal parceiro do estádio, o clube celeste vai acompanhar as investigações. “Os números apresentados pelo deputado precisam ser investigados. O Cruzeiro veio para acompanhar a situação e sua cautela com as investigações. Quem precisa explicar os números é a Minas Arena”, ressaltou o advogado do clube, Fabiano Costa.
Atlético. Da mesma maneira que o rival, o Alvinegro aguarda a investigação. “Desde 2012, dissemos que essa PPP é inviável. A interpretação da concessão também estava equivocada. Desde 2012, o Atlético adverte que é prejuízo jogar no Mineirão. O Atlético vem jogando pontualmente lá. Esse inquérito está tramitando em sigilo. O Atlético acha importante que o Ministério Público abra esse inquérito", ressaltou o diretor jurídico alvinegro, Lásaro Cunha.
Minas Arena. A concessionária, formada pelas empreiteiras HAP, Egesa e Construcap, emitiu nota se defendendo. No trecho inicial a empresa contesta as colocações do deputado. “A Minas Arena desmente e repudia veementemente as supostas irregularidades apontadas pelo deputado estadual Iran Barbosa (PMDB) em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira e ainda considera absurdas todas as colocações apresentadas”, defendeu-se a empresa.