Bruno Haddad/Cruzeiro
Técnico Mano Menezes tenta recolocar Cruzeiro no caminho das vitórias em 2019
Faltando poucos dias para as principais competições serem retomadas na América do Sul, o Cruzeiro iniciou o mês de julho ainda com um cenário preocupante fora dos campos. Há pouco mais de um mês, o clube convive com denúncias graves de irregularidades da atual gestão, e terá que lidar com isso também quando o futebol brasileiro retomar suas atividades.
Neste mês de julho, a equipe terá uma maratona de sete jogos em apenas 19 dias, dentre eles, os quatro jogos mais importantes do ano até aqui. Com o rival Atlético e o atual campeão da Libertadores, River Plate, pela frente, o técnico Mano Menezes terá trabalho extra para gerir o clube e impedir que os problemas externos atrapalhem ainda mais o desempenho do time.
Sem vencer há nove partidas (a última vitória foi em 5 de maio, contra o Goiás), o Cruzeiro iniciou o recesso do calendário brasileiro "comemorando" a chegada da Copa América. Além dos resultados ruins dentro de campo, a instituição já vivia uma turbulência nos bastidores, com direito a racha entre apoiadores e opositores da atual gestão. Mas as denúncias sobre indícios de lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e falsidade ideológica, exibidas pelo 'Fantástico', no final de maio, ainda desgastam a atual cúpula, colocando em xeque o futuro do presidente Wagner Pires de Sá, do vice-presidente de futebol, Itair Machado, e do diretor-geral, Sérgio Nonato.
Guardadas às proporções, a primeira chance de começar uma retomada ainda não foi aproveitada. No jogo-treino realizado na segunda (1º), o time celeste perdeu para o América por 2 a 1 na Toca da Raposa. Apesar do caráter amistoso, a equipe de Mano jogou um tempo com o time titular, e só conseguiu marcar seu gol no final da atividade, já com os reservas em campo (Raniel converteu a cobrança de pênalti). Se não marcar nenhum outro compromisso na intertemporada, o próximo adversário já será o rival Atlético, no Mineirão.