O grande trunfo do Cruzeiro para voltar a ter uma arrecadação de peso na próxima temporada é o retorno do Mineirão. Nos últimos anos, a equipe sofreu com a distância de Belo Horizonte. Mesmo em 2012, com o retorno do Independência, o Cruzeiro disputou apenas 13 jogos na capital e 15 no interior, por conta de perda de mandos de campo e demora no acordo com a BWA. Para efeito de comparação, o rival Atlético disputou 21 jogos no Horto.
Em 2012, o clube celeste deve jogar quase todas as partidas no Mineirão - a Fifa pedirá para fechar o estádio 21 dias antes da Copa das Confederações. Um estudo mostra que para alcançar uma arrecadação bruta de R$ 19.600.000, o Cruzeiro só precisaria manter a arrecadação média das últimas temporadas jogando em BH e contar com um público de aproximadamente 20 mil torcedores por partida. Essa seria a maior arrecadação bruta do futebol mineiro em uma temporada, superando a de 2009, do próprio Cruzeiro.
Este ano, o clube teve um total de renda bruta no Independência de R$ 5.183.479,00, média de R$ 398.729,15 por jogo. Porém, no Horto, a equipe cedia 10% da receita para a BWA como forma de aluguel e também custeava outras despesas.
No Mineirão, o clube não pagará aluguel e terá 100% da renda de bilheteria de 52.800 ingressos colocados à disposição da torcida nos jogos. A Minas Arena lucrará somente com camarotes e cadeiras vip. Além disso, o Cruzeiro terá um percentual em bares e estacionamento. Os custeios normais de uma partida continuarão, mesmo no Mineirão, como taxa de arbitragem e remuneração de quadro móvel. A média de público do Cruzeiro este ano no Independência foi de 14.356 torcedores, ou 72% da lotação máxima do estádio, excetuando-se os setores da BWA, para os quais o clube não vendia bilhetes e, portanto, não lucrava.