Confira, a partir de agora, o material especial que o Jornal da Manhã preparou pra você
No dia 20 de abril do ano passado, o Jornal da Manhã trouxe manchete no caderno de Esportes que dizia: “Prefeito Paulo Piau assina ordem de serviço para construção do CT Saulo Castro. No dia 22 de maio, o JM também acompanhava o assunto e divulgou: “Começam as obras no CT da Univerdecidade”.
O momento era de comoção. Torcedores do Uberaba Sport Club abriam largos sorrisos e marcavam confraternizações para comemorar o início das obras de um espaço que serviria ao clube pelos próximos 99 anos.
No dia 27 de maio, a Construtora Tridel entrou com homens e máquinas para erguer o novo “Gigante Colorado”. A placa do Governo Federal dizia: Centro de Treinamento Municipal; valor da obra, R$ 1.997.421,78; início da obra, 27/05/2013; término da obra, 26/05/2014. Pelas contas, faltariam hoje 70 dias para que o USC inaugurasse seu novo CT. Isso mesmo! Faltariam, pois não é isso que irá acontecer.
A reportagem do Jornal da Manhã apurou, durante a semana, que o CT Saulo Castro, na Univerdecidade, só deverá ser entregue no segundo semestre, pois uma série de fatores influenciou para que a nova casa do USC não ficasse pronta no tempo previsto. Confira, a partir de agora, o material especial que o Jornal da Manhã preparou pra você.
Aditivos são protocolados e contrutora detalha projeto
Em virtude de ter que cumprir prazos, Vander declarou que já está correndo atrás de aditivos para ter mais tempo para terminar a construção. Ele também deseja conseguir um aditivo em relação ao valor total da obra. “Já estou pleiteando um aditivo de prazo, em função do acréscimo de serviço e da morosidade da prefeitura.
O nosso contrato é de quase R$ 2 milhões e as modificações do projeto dão mais de 10%, quase 25% desse valor”. Ele afirmou que, na quinta-feira, 13, encaminhou uma carta para a Prefeitura, declarando a necessidade de mais tempo para a conclusão da construção. Roberto Indaiá está consciente da necessidade de prolongar o prazo, mas não em aumentar o valor da obra.
“O aditivo é de prazo, não seria necessário um aditivo econômico”, declarou o secretário de Infraestrutura.
Obras atrasam e comprometem entrega no prazo previsto
De acordo com a previsão feita no período de licitação da obra, o tempo gasto para erguer o CT seria de um ano. Porém, Vander Trindade, o proprietário da Tridel Construtora, empresa vencedora da licitação, garante que não será possível concluir as etapas de sua responsabilidade em maio.
“O nosso prazo era maio, mas, devido a uma série de modificações e readequações no projeto, acredito que a obra será finalizada três meses após o tempo previsto. Até o fim de agosto, com certeza, estará pronto. As construções civis já estão em fase de acabamento. O que está faltando é a drenagem, a irrigação e e gramar o campo”, afirmou Vander. O empresário citou como uma das modificações do projeto a construção de um reservatório de água, que seria feito com blocos de concreto, enterrado. O projeto foi revisado e está sendo construído outro tanque, só que de parede maciça de concreto. Vander também reclamou da demora na execução da terraplenagem do terreno, que era de responsabilidade da Prefeitura. O secretário de Infraestrura, Roberto Indaiá, citou motivos para o atraso. “Passamos por um período de chuva um pouco atrapalhado e com a terra molhada não tem como compactar o terreno. Vamos ter que refazer o muro, que foi derrubado por causa daquela ventania. A gente imagina que com mais dois meses de prazo o CT estará pronto”, disse o secretário.
Presidente do Uberaba Sport já sabia da demora
O presidente do Uberaba Sport Club, advogado Leonardo Sivieri Varanda, foi o entrevistado do JM Esportes - 2º Tempo de sexta-feira, 14, e deu mostras de que já tem conhecimento sobre o atraso das obras no CT Saulo Castro. O presidente, inclusive, descartou a possibilidade de o clube utilizar o espaço para treinamentos neste primeiro semestre. “Pelo que sei, a obra deve ser entregue em junho ou julho, mas não temos a menor condição de utilizar o espaço nesse período. Por isso, vamos continuar aplicando nossos treinamentos no CT Colorado, no Jardim Canadá.
Leonardo também falou da intenção do clube de fazer do CT Colorado um local específico para as categorias de base. “Estamos trabalhando para que o CT no Jardim Canadá seja de uso exclusivo das nossas categorias de base. Temos hoje um trabalho diferenciado e precisamos dar apoio e suporte para as nossas futuras gerações. Assim que o CT Saulo Castro puder nos abrigar, deixaremos o Jardim Canadá para os nossos futuros jogadores do USC”, finalizou.
Vestiário e sala administrativa já foram erguidos
Após nove meses de trabalho no local, os 25 funcionários que exercem suas funções na obra de segunda a sexta-feira, construíram o muro, que teve boa parte destruída no início de outubro do ano passado.
Levantaram os vestiários e a sala do departamento técnico, que ainda não entraram na fase de acabamento; cercaram parte da área do campo com uma mureta e fizeram as instalações hidráulicas. Para Vander, a conclusão das etapas 1 e 2 vai atender bem o Uberaba Sport.
“O que está sendo construído hoje vai permitir o funcionamento confortável do CT. Os vestiários comportam duas equipes de atletas e o departamento técnico para uso do clube. Também estão sendo construídos uma rampa para o conforto do deficiente físico, escadas e o campo, com drenagem e aspersores retráteis de água, tudo de última geração”, ressaltou o empresário.
Queda do muro também pode ter influenciado na obra
Como já citado, o muro que caiu no início de outubro do ano passado, terá que ser refeito. Naquela época, o Jornal da Manhã entrou em contato com Vander. O empresário declarou que a obra não atrasaria por esse motivo, como foi publicado na edição de 2 de outubro de 2013.
“Um cronograma de obra só atrasa quando o problema ocorre no caminho crítico e esse não é o caso do muro. Ele pode ser reconstruído paralelamente ao resto da obra”, disse Vander. Agora, ele reconheceu que esse é um dos fatores para o prolongamento do prazo e falou sobre o incidente.
“Já acertamos com a Prefeitura para refazer o muro, mas preciso assinar o aditivo, que ainda não saiu. Todo mundo me pressiona por causa disso e eu também, porque pega mal para a empresa ficar tanto tempo com o muro desse jeito. Eu e meu advogado provamos que o muro foi mal projetado para essa obra”, afirmou o empresário.