Sonhando em arrecadar mais renda de bilheterias em um futuro próximo, o Flamengo deu nesta semana seguimento para o plano de construir um estádio próprio. Após reuniões no clube, existe o consenso da necessidade da casa própria até para alavancar o programa sócio-torcedor. A expectativa da diretoria do Fla é de que até o final deste ano seja escolhido o local da construção, para o início das obras já em 2016. Os municípios de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, são as opções.
O Flamengo, inclusive, já teria investidores para fazer um aporte inicial no valor de R$ 250 milhões. Também já teria chegado a um acordo com dois grupos, um inglês e um brasileiro, para seguir com o projeto. O modelo adotado seria o mesmo da Allianz Parque, do Palmeiras, e teria capacidade de 45 mil lugares. Outra ideia para o estádio é fazer algo parecido com as cadeiras cativas do Maracanã. O Flamengo negociaria 10 mil assentos por um período de 10 anos. O Rubro-Negro já definiu os valores pelos assentos: R$ 30 mil, estimando arrecadar R$ 300 milhões.
Palco da final da Copa do Mundo de 2014, o Maracanã não atende às necessidades do Flamengo. Isso já ficou evidente pelas declarações de dirigentes rubro-negros. Em 2015, o clube realizou onze partidas entre mandante e visitante. A renda bruta gerada foi em torno de R$ 12,2 milhões, sendo que nos cofres rubro-negros entraram apenas cerca de R$ 2,2 milhões.
Aluguel. O Flamengo declarou guerra à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) e jamais esteve satisfeito com os custos do Maracanã. Como alternativa, já que ainda não possui estádio próprio, o presidente Bandeira de Melo deve escolher os estádios Mané Garrincha (Brasília), Arena Pantanal (Cuiabá) e Arena da Amazônia (Manaus) para abrigar algumas partidas como mandante durante o Campeonato Brasileiro, que se inicia neste fim de semana.