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Dorival terá direito a R$ 1,2 milhão de indenização por corte
Trocar de técnico tem sido sinônimo de prejuízo, e dos grandes, para o São Paulo. Somente Rogério Ceni e Dorival Júnior, os dois últimos treinadores demitidos, vão onerar os cofres do Tricolor em R$ 6,2 milhões. Semanas depois de quitar a dívida de R$ 5 milhões pela dispensa de Rogério Ceni, o Tricolor agora terá de pagar R$ 1,2 milhão a Dorival Júnior, cortado na sexta-feira passada.
Os dois valores equivaliam às multas previstas em contrato. A de Rogério Ceni rendeu revolta no Conselho Deliberativo, afinal, o presidente Leco aceitou pagar uma fortuna a um técnico que ainda estava iniciando – o acordo previa que ele teria direito ao valor se fosse demitido com mais de 47% de aproveitamento dos pontos. Ele tinha 49,5% em julho de 2017.
Pessoas do São Paulo ainda tentaram convencer Rogério Ceni a abrir mão de parte dos R$ 5 milhões, mas o ex-goleiro não aceitou. Só restou ao clube parcelar a bolada em quatro vezes. A última foi depositada no fim do ano, conforme apuração do Blog.
Já o contrato de Dorival não fazia qualquer menção ao aproveitamento de pontos, mas dava direito ao treinador de embolsar três meses de salário se fosse demitido. Ele ganhava na casa dos R$ 400 mil mensais, totalizando R$ 1,2 milhão. Tais informações foram confirmadas por gente da alta cúpula tricolor.
Nos últimos anos, o São Paulo já perdeu dois técnicos para seleções: Juan Carlos Osório foi para o México, enquanto Edgardo Bauza se mandou para a Argentina. Osório disputará o Mundial russo, mas Bauza acabou demitido e deu lugar a Jorge Sampaoli.