Longe do técnico Mano Menezes e do ídolo e companheiro de time Ronaldo, o atacante Dentinho aposta numa boa campanha no Sul-Americano Sub-20, na Venezuela, para conseguir, assim que voltar, uma vaga no time titular. Sem descanso desde o final da Série B – está com a Sub-20, dirigida por Rogério Lourenço, desde 10 de dezembro –, o atacante afirmou, em entrevista à Folha, na Granja Comary, que quer retornar ao Corinthians, decidindo o clássico contra o São Paulo pelo Paulista-2009. “Espero muito enfrentar o São Paulo, mostrar à torcida que num clássico o Dentinho também pode decidir.” Para ele, a distância não o deixa atrás de Jorge Henrique e Souza. O Brasil estreia na terça-feira, 20, contra o Paraguai e busca uma das quatro vagas para o Mundial Sub-20. Se chegar à segunda fase, Dentinho ficará com a seleção até 8 de fevereiro. O clássico com o São Paulo será no dia 15. A distância, Dentinho vai tentando “conhecer” mais um pouco seu possível parceiro Ronaldo. “Escuto os comentários. O André [Santos] fala que ele é gente muito boa. Na concentração, é parceiro de todo mundo. Mas, quando eu chegar, vou me entrosar com ele. Falo bastante com os jogadores, com o André, com o Lulinha. Sinto saudade, mas estou feliz de estar aqui na seleção. Espero representar bem o país para, quando voltar, estar com tudo no Corinthians”, declarou o atacante. Dentinho afirma ser mais um admirador do Fenômeno. “Sempre fui fã dele. Na Copa, vi Ronaldo jogar. Ele deu a Copa de 2002 ao país”, disse o atacante, que não teme ser sacado do time. “Chegaram atletas de qualidade, mas buscarei espaço. Sempre foi difícil para mim. Em 2008, veio atacante novo e fui titular. Espero dar continuidade e buscar a titularidade. Estou bem, fisicamente. Nem tive folga”, afirma o corintiano. O fato de estar na seleção, na opinião de Dentinho, não o deixa em desvantagem nessa disputa no time de Mano. “Não levo para esse lado. Considero a seleção importante, por representar o país. Infelizmente, não estarei lá na pré-temporada, mas vou procurar ser titular. E voltar com o título será importante para chegar com moral.” Hoje, até Dentinho prefere ser chamado de Dentinho, e o Bruno Bonfim, uma insistência do então treinador corintiano Paulo César Carpegiani, parece de vez aposentado. “Quando me chamavam de Bruno, em 2007, fiz dois gols. Ao me chamarem de Dentinho, comecei a fazer gol adoidado. Deixa, Dentinho”, comentou. “Sempre falei que em 2008 iria arrebentar. Graças a Deus, consegui. Na Série B, joguei em campo ruim, com marcação individual. Então, aprendi muito. Espero me firmar na Série A e obter títulos”, concluiu.