Após 32 anos de carreira, Poliana Okimoto se despediu do esporte profissional, em seu clube, o Unisanta, em Santos (SP)
Foto/Divulgação
Depois de conquistar muitos títulos e um lugar seleto, Poliana Okimoto decide deixar o esporte profissional
Após 32 anos de carreira, Poliana Okimoto se despediu do esporte profissional, em seu clube, o Unisanta, em Santos (SP). Longe das competições, a medalhista olímpica de maratona aquática está decidida a se dedicar a sua vida pessoal, a clínicas e a projetos sociais, estimulando crianças a se dedicar a maratonas.
“Minha missão está muito está bem cumprida. Não tenho mais o apoio que tinha de meus patrocinadores em São Paulo, onde moro. Não treino em Santos e não consigo ter a estrutura que a Unisanta oferece aqui. Perdi minha equipe multidisciplinar, comecei a treinar mal, a ter maus resultados”, explicou Poliana.
Após a Rio-2016, Okimoto foi uma dos muitos atletas que sofreram com perda de patrocínios. Sem o apoio dos Correios, a nadadora chegou a precisar tirar dinheiro do próprio bolso para pagar sua equipe.
Além dos motivos profissionais, Poliana quer ser mãe. A nadadora tem uma carreira repleta de títulos. Nos Jogos Pan-Americanos Rio-2007, ganhou a primeira medalha do Brasil na competição. Em 2009, Poliana conquistou nove das 11 provas disputadas nas etapas da Copa do Mundo da Federação Internacional de Esportes Aquáticos (Fina).
No Mundial de Barcelona (2013), foi a primeira e única brasileira a ser campeã na prova olímpica dos 10 km. Em 2009 e 2013, ela foi eleita, pela Fina, a Melhor Nadadora de Águas Abertas do Mundo.
Neste ano, o nome de Poliana Okimoto passou a integrar o Hall da Fama das Maratonas Aquáticas, um reconhecimento mundial da International Marathon Swimming Hall of Fame (IMSHOF). Poliana, medalhista de bronze na Rio-2016, é a primeira nadadora brasileira a ser incluída no grupo seleto de notáveis atletas de várias partes do mundo.