Assim que entrarem no gramado do Brinco de Ouro neste domingo, Guarani e Ponte Preta atingirão o auge da rivalidade, que já dura 100 anos. Depois de 188 jogos, alviverdes e alvinegros disputarão uma vaga na decisão do Campeonato Paulista, contrariando todos os prognósticos que apontavam os times do interior como carta fora do baralho na briga pela taça.
Mas o lugar na final é apenas uma gota em meio ao mar de números que abrilhantará o confronto deste fim de semana. Em campo, Bugre e Macaca defendem marcas, lutam contra tabus e apostam em retrospecto do presente e do passado para puxar o tapete do adversário e pintar o Paulistão de verde ou preto.
Além da vantagem de jogar em casa e ter a maior parte da torcida a seu favor, o Guarani confia nos recentes números no estádio para acreditar na classificação à final. Em 12 partidas no estádio, o Bugre conquistou dez vitórias e só perdeu duas, para Santos (2 a 0, no Paulistão) e Botafogo (2 a 1, pela Copa do Brasil): aproveitamento de 83,3% dos pontos disputados.
Do outro lado, a Ponte confia no retrospecto recente jogando no Brinco de Ouro. Em oito partidas nos últimos dez anos, a Macaca saiu vitoriosa em três: 4 a 2 no Brasileiro de 2002, 3 a 1 no Brasileiro de 2003 e 3 a 0 na Série B de 2011. No mesmo período, o Guarani venceu apenas um jogo - 2 a 1, pela Série B em 2009. Esta, aliás, foi a última vitória alviverde sobre a arquirrival em casa.
Os elencos de Bugre e Macaca também possuem vários jogadores que ainda não sabem o que é perder um clássico contra o maior rival. No Guarani, o meia Fumagalli é dono da invencibilidade mais longa: quatro jogos (duas vitórias e dois empates). Além dele, o time conta com o meia Danilo Sacramento, que empatou os quatro clássicos que disputou. Isso sem contar Oziel, Domingos, Neto, Bruno Recife, Fábio Bahia e Bruno Mendes, que estrearam no empate por 1 a 1 da primeira fase.
Embalada pelos bons resultados na Série B, a Ponte Preta também tem sua lista de invictos, como os laterais Guilherme e Uendel e o volante João Paulo Silva, presentes nos três últimos clássicos. Outro que tem bons números é o meia Renato Cajá, com duas vitórias e um empate. O goleiro Lauro, o zagueiro Diego Sacoman, o meia Enrico e o atacante Roger também não perderam.