Sem medo de jogador. O diretor de futebol Alexandre Mattos deu o recado de como o Palmeiras lida com a renovação do contrato de seu jogador mais caro, o meia chileno Valdivia. “Ninguém é maior do que a instituição. O Palmeiras é um conjunto de pessoas que se doam e se dedicam. Quem não faz isso, não faz parte do projeto, e o torcedor, muito apaixonado pela camisa e a tradição de uma equipe competitiva, entende isso. A preocupação com o Valdivia é ele ter condição de atuar”, comentou Mattos.
O jogador trata lesão na coxa esquerda desde novembro e não se curou mesmo sendo atendido no pedido de reencontrar as “mãos mágicas”, como define, do fisioterapeuta cubano José Amador, no Chile. O vínculo do chileno acaba em agosto e o clube já sinalizou que só aceitará ampliar o compromisso por um período mais curto e com drástica redução salarial, com contrato de produtividade, no qual o jogador ganha mais à medida que entra em campo.
Em dezembro, o meia disse ao presidente Paulo Nobre que renovaria se houvesse reforços para diminuir a dependência do time sobre ele e o dirigente atendeu. O problema é que o camisa 10 não entrou mais em campo e até curtiu o Carnaval em Salvador nesse período. Em meio a mais uma tentativa de recuperação física do filho, o pai de Valdivia relatou ter sondagens de outros clubes brasileiros, o Verdão não demonstra medo de perder o astro.
Até o momento, o clube contratou 19 jogadores para a temporada, entre eles Cleiton Xavier, Robinho, Alan Patrick, Ryder e Zé Roberto, todos com condições de atuar na posição do chileno. O time tem se encaixado sem seu jogador mais caro. “O desejo e a preocupação, no momento, é dar condição para o time virar competitivo. Pensamos e focamos muito nisso. O Valdivia, com muita tranquilidade e calma, vai ou não fazer parte do projeto”, concluiu Mattos.