No julgamento, que aconteceu na última terça-feira, 18, o Naça foi absolvido na suposta escalação irregular do volante Thiago
A diretoria do Montes Claros, adversário do Nacional na primeira fase do Campeonato Mineiro da Terceirona, decidiu recorrer da decisão do Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Mineira de Futebol (TJD-FMF). No julgamento, que aconteceu na última terça-feira, 18, o Naça foi absolvido na suposta escalação irregular do volante Thiago Carvalho no jogo contra o Portal.
De acordo com o presidente do Montes Claros, Joeville Mocelin, a diretoria entendeu que é direito do clube recorrer da decisão. “Se dependesse de mim, deixaria como está, apesar da minha chateação. Sou o presidente, mas têm outros diretores no Montes Claros. Eu não mando sozinho. Eles entenderam que temos o direito de continuar na competição”, afirmou Mocelin.
O departamento jurídico do Bicho entrou com o pedido de revisão do caso, junto ao TJD, na tarde de ontem. Segundo a subsecretária do órgão, Liliane da Cunha Lima, tal argumentação foi entregue ao presidente do Tribunal, Sérgio Murilo, no mesmo dia. “Nós já recebemos o pedido do Montes Claros com intenção de recorrer da sentença. Esse pedido foi encaminhado ao presidente e cabe a ele decidir. Isso deve ocorrer hoje [ontem] ou amanhã [hoje]”, afirmou a subsecretária.
Se o presidente do TJD acatar a solicitação do Montes Claros, uma nova audiência será marcada para o Pleno julgar se o Nacional perderá ou não os seis pontos. Caso Sérgio Murilo não aceite, o processo será arquivado.
Vale ressaltar que no julgamento de terça-feira, após a procuradoria apresentar o indiciamento através da súmula e o advogado Marcelo Palis fazer a defesa do Nacional, ocorreu o voto do relator, revisor e do auditor. Nessa votação, o Naça estava perdendo por 2 x 1. No último voto, que vale por dois e pertence ao presidente Sérgio Murilo, o Nacional foi absolvido.
A reportagem do Jornal da Manhã tentou, por diversas vezes, manter contato com o advogado Marcelo Palis, que foi procurador do Naça no julgamento de terça-feira, 18. No entanto, em virtude de seus compromissos profissionais, o advogado não pôde ser ouvido.