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Se Rafael Nadal mira o 20º título de Grand Slam da carreira, para igualar o recorde do suíço Roger Federer, Djokovic quer o 18º troféu, principalmente após o fiasco protagonizado no US Open.
Novak Djokovic e Rafael Nadal irão fazer mais uma final em Roland Garros. No domingo, o sérvio vai encarar o espanhol, 12 vezes campeão do torneio, pelo título do slam do saibro. Campeão em Paris em 2016, Djokovic fará sua oitava partida contra Rafa em Roland Garros. Nesses confrontos, o espanhol leva ampla vantagem, com seis vitórias.
DEPOIS DO SUSTO, DJOKOVIC VENCEU TSITSIPAS
Em seu maior desafio em Roland Garros até agora, o sérvio Novak Djokovic levou um susto nesta sexta-feira diante de Stefanos Tsitsipas. Mas mostrou sua reconhecida resistência física para derrubar o grego por 3 sets a 2, com parciais de 6/3, 6/2, 5/7, 4/6 e 6/1, em 3h54min, e alcançar mais uma final de Grand Slam.
O número 1 do mundo abriu 2 sets a 0, mas cedeu o empate ao 6º do ranking. No entanto, retomou o domínio no set decisivo e confirmou o favoritismo. Na decisão, no domingo, o sérvio vai reencontrar um velho conhecid Rafael Nadal. O espanhol busca o surpreendente 13º título em Roland Garros.
Se o espanhol mira o 20º título de Grand Slam da carreira, para igualar o recorde do suíço Roger Federer, Djokovic quer o 18º troféu, principalmente após o fiasco protagonizado no US Open. Em Nova York, o líder do ranking não tinha a concorrência dos seus dois maiores rivais, mas não aproveitou a chance porque foi desclassificado nas oitavas de final por ter acertado uma bolada numa juíza de linha.
Desta vez, Djokovic não polemizou dentro e nem fora da quadra. E voltou a uma final de Roland Garros, o que não acontecia desde 2016, quando faturou seu único título no Grand Slam francês. Em Paris, ele perdeu duas finais para Nadal e uma para o suíço Stan Wawrinka. No domingo, disputará sua 27ª final da carreira em torneios deste nível.
Nesta sexta, Djokovic fez um jogo de altos e baixos, o que ainda não havia acontecido em Paris. Ele dominou os dois primeiros sets até com certa facilidade. E chegou a ter um match point no terceiro set. Porém, perdeu a concentração, caiu de rendimento e viu o grego aproveitar suas chances para buscar o empate em 2 sets a 2.
Sem reclamar de dores no pescoço ou no ombro, o que havia acontecido no jogo anterior, o sérvio só "voltou" ao jogo na quinta parcial. Mais concentrado, obteve duas quebras em sequência e praticamente acabou com o ânimo do rival, que não escondia o cansaço físico e mental.
O número 1 do mundo terminou o jogo com oito quebras de saque, contra quatro do grego. Os demais números da partida confirmam o equilíbrio do duelo. Djokovic disparou 56 bolas vencedoras, diante de 52 de Tsitsipas. E falhou menos: cometeu 50 erros não forçados, contra 56 do oponente.
NADAL SOFRE, MAS VENCE SCHWARTZMAN
Cada vez mais embalado em Roland Garros, Rafael Nadal sofreu nesta sexta-feira, mas superou o argentino Diego Schwartzman e obteve a vaga em sua 13ª final do Grand Slam francês. Em sua melhor atuação até agora em Paris, o espanhol venceu o 14º do mundo por 3 sets a 0, com parciais de 6/3, 6/3 e 7/6 (7/0), em um duelo de 3h09min de duração.
No torneio onde faz história a cada ano, Nadal poderá alcançar o seu 13º título de Roland Garros e também o seu 20º Slam da carreira. Se isso acontecer, o espanhol vai igualar o suíço Roger Federer, recordista de títulos de torneios deste nível, com 20 conquistas. O número de troféus de Slam costuma ser usado pelos especialistas para definir quem é o melhor tenista da história.
Com o triunfo, Nadal avançou para sua 28ª final de Major na carreira. Assim, se aproximou de outro recorde de Federer, que soma 31 decisões em torneios de Grand Slam.
O espanhol terminou o jogo com seis quebras, contra três do rival argentino. Disparou 38 bolas vencedoras, contra apenas 24 do adversário. E foi mais preciso nos golpes, com 34 erros não forçados, diante de 48 de Schwartzman.
BRASIL NA FINAL
Ainda nesta sexta, os brasileiros Natan Rodrigues e Bruno Oliveira garantiram vaga na final de duplas na chave juvenil de Roland Garros. Baiano e mineiro venceram os checos Martin Krumich e Dalibor Svrcina por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 6/4.
Na decisão, marcada para sábado, Rodrigues e Oliveira vão enfrentar o italiano Flávio Cobolli e o suíço Dominic Stephan Stricker. Os brasileiros buscam o terceiro título do País na história do juvenil de Roland Garros. Antes, Gustavo Kuerten foi campeão nas duplas em 1994, ao lado do equatoriano Nicolas Lapentti. E, no ano passado, Matheus Pucinelli levantou o troféu nas duplas jogando com o argentino Thiago Tirante.