Os times se veem no limite operacional e não concordam com a visão de expansão dos donos
A Liberty Media, empresa que detém os direitos comerciais da Fórmula 1, está tentando convencer as equipes a aumentar o número de etapas no calendário da categoria, mas não tem tido sucesso. Os times se veem no limite operacional e não concordam com a visão de expansão dos donos.
Em teoria, a Liberty poderia aumentar o calendário sem consultar as equipes, mas existe um pano de fundo complicado no moment como apenas a Renault tem um contrato para disputar o campeonato de F1 além de 2020, os times ganharam um grande poder de barganha.
No caso do calendário, desde que a Liberty Media assumiu, fala-se em 25 provas no ano. Isso é visto pelos norte-americanos como importante para a saúde financeira da categoria, uma vez que as taxas cobradas pelos organizadores das provas são grandes fontes de receita, ao lado dos direitos de TV. Como a tendência é que os contratos de TV percam valor por conta da internet, a saída seria aumentar o campeonato.
As equipes concordam com este ponto, mas temem que isso acabe gerando uma economia burra, uma vez que elas teriam que gastar mais aumentando a equipe que vai às corridas.
Por enquanto, a Liberty trabalha com 21 corridas para 2020, com a estreia do Vietnã e a volta do GP da Holanda. Três corridas, contudo, estão bastante ameaçadas: Espanha, Alemanha e México. Inglaterra e Itália também não têm contrato, mas devem renovar em breve.