O Governo do Rio divulgou ontem as regras iniciais para os interessados no processo de licitação do Maracanã. A princípio, clubes de futebol não podem participar nem montar consórcio, já que a intenção do Estado é que todos os clubes possam utilizar o estádio. O período de concessão será de 35 anos. “Não queremos que o Maracanã seja o estádio do clube A ou B. Pela sua importância, o estádio deve ser acessível a jogos de qualquer clube de futebol, de dentro ou fora do Rio, ou da seleção brasileira. Não faz sentido ser diferente", afirmou o secretário da Casa Civil, Regis Fitchner.
No entanto, as empresas licitantes poderão fechar acordos com clubes, desde que não haja exclusividade. "O estado não interfere na relação entre licitantes e clubes de futebol. O que não pode haver é exclusividade, para que somente o clube A jogue no estádio", explicou Fitchner.
A administração do estádio será repassada à iniciativa privada no ano que vem, antes da reinauguração da arena, prevista para fevereiro. Pela concessão, o Estado do Rio de Janeiro ganhará cerca de R$ 7 milhões por ano. Esse é o valor aproximado da outorga anual do estádio. Além disso, a empresa que ganhar a concessão do Maracanã terá de arcar com investimentos de cerca de R$ 469 milhões no complexo esportivo do estádio. A arena Maracanã em si não passará por outras obras.
A versão final do edital de concessão do Maracanã, palco da final da Copa do Mundo de 2014, será revelada após realização de audiência pública, marcada para o dia 8 de novembro.