Frustrando as expectativas da torcida nacionalista, o Conselho Deliberativo do Nacional, através de seu presidente, Paulo Roberto da Silva Rodrigues – o Galinho –, decidiu adiar as eleições previstas para serem realizadas hoje.
Além da eleição e posse da mesa diretora do novo Conselho Deliberativo, também aconteceriam as eleições e posses da mesa diretora do Conselho Fiscal e do presidente da Diretoria Executiva do clube, todos para o triênio 2011/2013.
De acordo com Paulo, o mandatário do clube, José Humberto de Morais, constatou que existiam irregularidades consideradas graves nas duas chapas concorrentes. A chapa da situação, por exemplo, não apresentou um Conselho Fiscal. Por outro lado, a chapa da oposição, segundo Morais, possuía vários integrantes que não pertenciam aos respectivos quadros indicados no ato de registro da mesma. “O que seria presidente do Conselho Fiscal, por exemplo, nem sócio do clube é. Ou seja, havia muita coisa errada e decidimos adiar as eleições”, afirmou Paulo.
A partir de hoje, o presidente do Conselho prometeu que vai repassar aos interessados uma listagem de quem é sócio e está apto para participar das eleições. Assim, garante ele, dentro de vinte dias o pleito será remarcado. “Não queríamos que a eleição fosse realizada de forma irregular para, ao final, a chapa derrotada entrar na Justiça para tornar inelegível os concorrentes eleitos”, explicou.
Durante a entrevista, Paulo chegou a reforçar que houve a tentativa de um consenso para que as chapas se unissem e assumissem o clube. Afirmando que as negociações estavam bem adiantadas, ele disse não ter entendido a posição de “uns e outros”, que não queriam a formação de uma chapa única. “A maioria quer que se faça um consenso e a chapa única. Mas, não sei por quais motivos, um ou outro não quer assim. Acredito que para o bem do clube, seria interessante a união. Todos juntos em prol do Nacional para fazer uma equipe grande, que disputaria a Terceirona do Mineiro, subisse para a Segundona e voltasse à Primeira Divisão seria o ideal. Queríamos assim, mas cada um tem um pensamento e a divisão atrapalha”, concluiu, lamentando.