Como já era esperado por muitos, o anúncio da anulação das eleições do Nacional Futebol Clube gerou muita polêmica entre as partes envolvidas. Situação e oposição não chegaram a um acordo e, para piorar, o presidente do Conselho Deliberativo do clube, Paulo Roberto da Silva Rodrigues – o Galinho –, afirmou que havia irregularidades na formação da chapa de oposição – Renasça – o que justificaria o ato de cancelar o pleito.
No entanto, conforme anunciou durante a quarta-feira, o Assessor Jurídico da Chapa Renasça, Marco Túlio Oliveira Reis, ele e seus companheiros de chapa se dirigiram até a sede do clube a fim de realizar a eleição. Segundo ele, o ato se justificava, uma vez que o grupo estaria seguindo todas as orientações do edital publicado para anunciar as eleições. “Conforme prevê o estatuto, organizamos e registramos nossa chapa. Como não houve nenhum posicionamento oficial por parte da diretoria do clube sobre a impugnação, decidimos dar continuidade ao processo”, explicou.
Assim, na noite de ontem, os integrantes da chapa Renasça foram até o Nacional e, como não realizaram as eleições, registraram um Boletim de Ocorrência denunciando o fato. Agora, salientou Marco Túlio, todas as ações tomadas pela chapa serão feitas de forma judicial.
Esclarecendo. Procurado pela reportagem do Jornal da Manhã, o atual presidente do clube, José Humberto de Morais, afirmou que apenas sócios fundadores, remidos ou patrimoniais podem ser eleitos membros dos conselhos Deliberativo, Fiscal e da própria Diretoria Executiva. Segundo ele, “desde que comprovem, no mínimo, um ano como sócios e também que estejam em dia com suas obrigações, os interessados podem se colocar como candidatos”.
No entanto, o mandatário foi claro ao afirmar que “as duas chapas tinham problemas, como, por exemplo, integrantes que não são sócios do clube a mais de um ano”.
Além disso, José Humberto explicou que mesmo se quisessem, uma eleição não poderia ser realizada pela chapa de oposição, ontem. Conforme prevê o estatuto nacionalista, a reunião de eleição deve ser sempre presidida pelo presidente da Diretoria Executiva – no caso, José Humberto de Morais.
Quanto ao fato de ser questionado por não assinar o aviso de cancelamento das eleições, publicado na edição de ontem do JM, José Humberto afirmou que em casos como esse, cabe ao presidente do Conselho Deliberativo – Galinho – tomar as devidas providências.