Com a Copa América em andamento, o diretor de seleções da AFA (Associação de Futebol Argentina), Cesar Luis Menotti, disse que um novo projeto para a equipe começaria depois do torneio. Parecia que ele, campeão mundial como técnico em 1978, sabia que o destino da seleção era não ganhar o título.
A eliminação diante do Brasil na semifinal da Copa América traz uma série de pontos de interrogação para a seleção argentina. Repete a história do Mundial da Rússia, em 2018. Foram tantas dúvidas após a queda diante da França que até agora os dirigentes não encontraram todas as respostas.
O próprio Menotti está em xeque por falar em novo projeto após ter sido contratado, no ano passado, para coordenar um trabalho de longo prazo na seleção. "Como podemos falar em projeto dessa forma? Menotti tem de renunciar", defende o ex-zagueiro Oscar Ruggeri, campeão mundial em 1986, e hoje um dos comentaristas mais populares da TV argentina.
Claudio Tapia, presidente da AFA, terá nove meses para resolver o que fazer. As eliminatórias da Conmebol para a Copa do Qatar começam em março do próximo ano. Embora ele tenha chegado mudo ao Brasil com a delegação argentina e ido embora do Mineirão calado, a continuidade de Lionel Scaloni não é provável.
Seu jeito tranquilo e de não criar conflitos agradou aos jogadores. Mas não ter experiência, nenhuma prévia como técnico e ter naufragado na primeira competição que disputou o atrapalham bastante. "Não posso ser responsável pelo que outras pessoas pensam a respeito do meu futuro. Tenho um trabalho para fazer. Não controlo nada mais", resumiu ele.
O maior desafio será como lidar com a transformação de Lionel Messi, um atacante que cada vez mais será meia e menos capaz de decidir partidas de futebol com uma arrancada da defesa até o gol adversário.