A eliminação para o Guarani do Paraguai não pode ser o símbolo de uma revolução no time do Corinthians. Isso na visão do técnico Tite
A eliminação para o Guarani do Paraguai não pode ser o símbolo de uma revolução no time do Corinthians. Isso na visão do técnico Tite. Segundo o comandante, o Timão ainda está em construção. “Precisamos tomar muito cuidado com o lado emocional. Não podemos dizer que alguém não presta, que está errado, que deve sair. Futebol não é assim. Existe o componente da estruturação. A construção de uma equipe demanda tempo e é feita com erros e acertos”, discursou.
Mesmo não desejando mudanças radicais, o treinador terá que conviver com as mudanças no elenco durante a temporada. Os dois atacantes titulares, por exemplo, correm sérios riscos de deixar o clube. Paolo Guerrero tem contrato até 15 de julho e pede alto para renovar, enquanto o vínculo de Emerson expirará no dia 31 do mesmo mês.
Seja como for, o dinheiro é um grande problema para o Corinthians. A diretoria ainda não sacramentou o empréstimo para quitar os direitos de imagem do elenco. Sem os jogos da Libertadores, ainda haverá uma queda brusca nas arrecadações com bilheteria, que são destinadas a um fundo com a finalidade de quitar o estádio de Itaquera.
A crise econômica, no entanto, interfere mais na situação de Guerrero. O principal jogador do Corinthians é cobiçado por outras equipes e não abre mão de receber luvas milionárias como prêmio pela prorrogação do seu contrato. “Se o acordo não for renovado, será por questões financeiras”, simplificou o presidente Roberto de Andrade.
Reforços para a temporada mais bem pagos, o atacante Vagner Love e o volante Cristian não ficaram nem no banco de reservas em Itaquera na noite de quarta-feira, 13. Os dois ainda não chamaram atenção do mercado. O zagueiro Gil e o atacante Malcom, ao contrário, poderiam atrair possíveis negócios vindos do exterior. Já o volante Petros e o atacante Luciano viraram alvos de especulações pela perda de espaço que tiveram sob o comando de Tite.
Por enquanto, quem não cobra a dívida de futebol do elenco do Corinthians é o presidente. O que não significa abertura para a chegada de reforços, como ele havia ousado cogitar em caso de classificação na Libertadores. “Temos um elenco satisfatório para o Campeonato Brasileiro”, avaliou Roberto de Andrade.