Juninho Pernambucano concedeu ontem a entrevista derradeira como jogador de futebol. O Reizinho da Colina fez um resumo de sua vitoriosa carreira e chorou ao lembrar dos primeiros passos, no Sport. “Não tenho muita coisa que falar, além de falar da aposentadoria. Muito mais agradecer a todos que pude conviver durante esses 20 anos como jogador. Resolvi parar porque depois da última contusão tinha praticamente decidido parar e acabei recuperando e sendo convencido a fazer pré-temporada para tentar voltar e disputar o Carioca, até pela possibilidade real de uma conquista antes de parar. Mas treinamentos foram difíceis, não estava mais reagindo, não ia mais conseguir, sempre fui um atleta competitivo e algumas vezes parecia que ia dar, mas finalmente preferi tomar essa decisão.
Não estava, honestamente falando, disposto a aceitar, passar por todo sacrifício de treinamento todos dias, estava mais difícil e sempre falei que ia parar quando perdesse prazer de me preparar para jogar. Ainda me considero privilegiado. Claro que não é fácil, mas também acredito que está sendo mais fácil do que imaginava. Se o Roberto parou, se Romário parou, Zico parou, outros craques, não teria como me comparar a eles, então não teria como não chegar esse dia pra mim”, disse Juninho, para depois, se render às lágrimas. O jogo de despedida ainda não está definido. O ídolo do Vasco voltou a falar sobre o seu plano de ter uma partida com ares competitivos no gramado de São Januário. Ainda sem data para acontecer, os dois possíveis rivais do clube para o duelo são River Plate-ARG e Lyon-FRA. “Seria legal se o Lyon viesse jogar aqui, mas já houve conversa com o River. Acho que vão aceitar. Seria legal também uma partida com os jogadores que joguei. Mas quero que seja um jogo de verdade, em que possamos perder, e vai ser com o elenco atual. E que seja depois do Estadual. O Vasco precisa desse título e tem reais condições de buscar”, disse Juninho, que fez o seu último jogo como profissional no dia 10 de novembro de 2013, contra o Santos, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. O Reizinho pretende tirar férias e, quando retornar, tem o desejo de seguir trabalhando com futebol. “Eu não me vejo fora do futebol, mas queria curtir umas férias prolongadas. Vou voltar ao futebol no futuro. Ser treinador sempre passou pela minha cabeça, mas quero um projeto interessante. Devo participar da Copa do Mundo como comentarista. A tendência é continuar, sem definir a função. Quem se entregou de corpo e alma sente muita falta. Como todo atleta de alto nível, procuramos algo para suprir o que o corpo pede”, finalizou.