DESISTIU

Empresa desiste de processo milionário contra o São Paulo após troca de estratégia jurídica

Publicado em 14/03/2026 às 08:51
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A FGoal operava a venda de alimentos e bebidas nos jogos realizados no MorumBis (Foto/Divulgação Arquivo)

A empresa FGoal desistiu da ação judicial movida contra o São Paulo na qual cobrava R$ 5,18 milhões pela rescisão unilateral de contrato com o clube. O pedido de extinção do processo foi protocolado nesta sexta-feira na Justiça de São Paulo.

A mudança ocorreu no mesmo dia em que o advogado Marcos Medrado deixou de representar a empresa. A defesa da FGoal agora passou para o advogado Rodrigo Prates.

Segundo o novo representante, a decisão faz parte de uma nova estratégia jurídica. Ele afirmou que o cenário está sendo analisado para possíveis desdobramentos futuros, já que o caso envolve diferentes aspectos.

O contrato entre o clube e a empresa foi rescindido no início de fevereiro. O São Paulo alegou justa causa após identificar movimentações financeiras sem autorização formal. As operações foram detectadas após análise de dados da plataforma Zig Pay, responsável pelas maquininhas de pagamento usadas no clube.

A FGoal operava a venda de alimentos e bebidas nos jogos realizados no MorumBis e também no clube social. De acordo com o São Paulo, foram identificados descontos nos valores que deveriam ser repassados ao clube.

A empresa, por sua vez, alegava que a diretoria tinha conhecimento das movimentações. Segundo a fornecedora, os valores descontados seriam referentes a serviços de tecnologia da informação e fiscalização das maquininhas utilizadas no clube social.

No dia 5 de março, a juíza Ana Laura Correa Rodrigues, da 3ª Vara Cível do Foro Central Cível, negou um pedido de liminar da FGoal que tentava reverter a rescisão. A decisão determinou que a empresa encerrasse as operações durante jogos do São Paulo no MorumBis e também na praça de alimentação do clube social.

Mesmo fora das operações do clube, a empresa ainda pode prestar serviços caso seja contratada pela produtora responsável por eventos e shows realizados no estádio.

O caso ocorre em meio a investigações conduzidas por uma força-tarefa do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil. O inquérito apura possíveis irregularidades relacionadas ao uso de maquininhas de cartão e à cobrança de taxas sobre o faturamento de concessionários no clube.

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