Em entrevista coletiva, o representante do consórcio da Odebrecht/OAS, que construiu o Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão
Ventos de 63 km/h poderiam causar desabamento do estádio, apontou
relatório feito pela consultoria alemã SBP
Em entrevista coletiva, o representante do consórcio da Odebrecht/OAS, que construiu o Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, Marcos Vidigal, e o presidente da RioUrbe, Armando Queiroga, revelaram ontem que “não há prazo para a reabertura do estádio”. “Vamos focar no estudo. Estamos preocupados com a segurança, e isso pedia a interdição imediata. Pode ser um mês, seis meses, o tempo necessário. Não temos como saber. Podem ser 30, 45, 60 dias de estudos, espero que seja menos. Espero que em 30 dias tenhamos uma solução e possamos dizer: temos previsão de obra em tanto tempo. Pode ser até que haja uma solução emergencial”, explicou Armando Queiroga.
A Prefeitura do Rio acompanha os riscos de ruína da cobertura do local desde a fase final da construção, ainda em 2007. O relatório de 2009, enviado ao órgão, continha a indicação de risco para a cobertura do estádio, no caso de ocorrerem ventos acima de 115 quilômetros por hora. Agora, em 2013, no relatório encaminhado ontem pela empresa SBP indica que o risco poderia ser grande, na verdade, com ventos de 63 km por hora. “Como é um evento mais frequente, você não pode conviver com esse risco. O estádio não pode ser utilizado”, disse Vidigal.
Outro palco. A Federação do Rio divulgou, em uma entrevista coletiva, que o Raulino de Oliveira será o palco de clássicos, semifinais e finais no Campeonato Carioca. São Januário foi descartado por causa de problemas com divisão de torcidas: o Gepe (Grupamento Especial de Policiamento em Estádio) só libera o estádio do Vasco se houver 90% dos ingressos para o mandante e 10% para os visitantes. Os demais grandes não aceitaram essa hipótese.