Campeonato Carioca é o caso mais crítico entre os principais estaduais do futebol brasileiro
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Arquibancada vazia é cena recorrente na atual edição do Campeonato Carioca
Dados apontam que o futebol do Rio de Janeiro, no início desta temporada, passa por dificuldade para levar público aos estádios. Os números cariocas são os mais alarmantes dentre os quatro principais torneios do país. O Carioca tem média de 1.955 pagantes por jogo, após ter reunido 31.294 pessoas nas 16 partidas disputadas em suas duas primeiras rodadas.
O dado mais preocupante é que nenhum dos estaduais de Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul atingiu média global de público superior a 7 mil pessoas até agora. Os clubes grandes não conseguiram elevar muito a média. Os oito jogos do quarteto do Rio têm média pouco superior a 3.200 pagantes.
Em São Paulo, também proliferam os jogos com baixo público. No entanto, estes se concentram entre os clubes pequenos. O Corinthians, em sua arena, venceu o XV de Piracicaba diante de 30.945 pagantes. Já o Palmeiras, mesmo fora de casa, jogou para 18.635 pessoas contra o Botafogo-SP, em Ribeirão Preto.
Os quatro melhores públicos do Paulista superam o recorde do Carioca, que pertence aos 7.905 de Vasco x Madureira, até o fechamento desta edição. Mesmo assim, a média de público paulista, nas duas primeiras rodadas, é de 6.733 pagantes. Ou seja, jogos que não reúnem os grandes têm público abaixo.
O Mineiro também não atrai muitos torcedores. No entanto, os três jogos já disputados envolvendo grandes tiveram média de 11 mil pessoas. O Cruzeiro estreou diante de pouco mais de 15 mil no Mineirão. Já o Atlético visitou o Uberlândia em jogo com 14 mil pagantes.
No Rio Grande do Sul, dos quatro jogos da dupla Gre-Nal, dois não tiveram públicos e renda divulgados. Os dois com renda anunciada - um do Grêmio e outro do Internacional - resultaram em média de 5.500 pessoas.