Assunto certo nas rodinhas de torcedores, a parceria entre o Uberaba Sport e a empresa WMS Sport’s
Assunto certo nas rodinhas de torcedores, a parceria entre o Uberaba Sport e a empresa WMS Sport’s, ligada ao técnico Michael Robin, também gera discussões e diferentes pontos de vista entre os ex-atletas do clube. Há quem apóie a parceria, mas também existem os que acreditam que tal união não gerará bons frutos para o USC. Nei, ex-ponta esquerda da equipe colorada, afirma conhecer o trabalho do novo comandante do Uberaba Sport e não vê problemas na união feita entre as duas partes, mesmo quando Robin é rotulado de técnico/empresário. “Assim como o USC quer vencer, o treinador também quer. Ele tem objetivos e não colocaria seu nome em algo que não acreditasse. Se ele tem recursos e quer investir no USC, o clube tomou a atitude correta”, diz. Hélio Grimaldi faz coro, acreditando no sucesso da parceria entre Robin e USC. Para ele, o momento é oportuno para parcerias que visem o melhor ao USC. Por outro lado, Grimaldi ressalta a necessidade de o USC se resguardar juridicamente. “Deve haver o compromisso por parte dos empresários em assumir o clube até o fim do Campeonato Mineiro, mesmo que o técnico Robin não fique na equipe”, salienta. Já Alexandre Pimenta, zagueiro do USC entre 1981 e 1984, afirma não enxergar outra saída senão as parcerias entre clubes e empresas. Morando na cidade de Batatais, interior paulista, Pimenta dá o exemplo do Botafogo de Ribeirão Preto, o qual, sem parcerias, há muito não forma equipes competitivas. “Se der certo será bom para o clube e para os empresários. Os atletas deles que se destacarem farão do USC um trampolim para equipes maiores do nosso futebol. Infelizmente, hoje em dia o idealismo não adianta muita coisa”, explica. Do contra. Por outro lado, Cabeça, ex-atleta e dirigente do Colorado, afirma ser contra a parceria e seria voto vencido se ainda estivesse na diretoria do USC. “Para mim, a pessoa deve ser técnico ou empresário. As duas coisas ao mesmo tempo não dá pra ser”, dispara. Entretanto, ele entende não haver nada de errado se Michael Robin indicasse o treinador da equipe. “Ele indicou vários atletas, poderia indicar o técnico também”, comenta. Enquanto isso, o bicampeão mundial com a seleção brasileira Djalma Santos torce para o sucesso da parceria e entende que é hora de todos apoiarem mais o clube, inclusive empresas locais. “Acredito que o que for bom para o USC e para o Nacional também será bom para nós, torcedores do futebol uberabense”, conclui.