JUSTIÇA

Ex-presidente do Corinthians vira réu após denúncia por uso de cartão corporativo

Publicado em 10/03/2026 às 07:48
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Justiça de São Paulo aceita acusação do Ministério Público contra Duílio Monteiro Alves (Foto/Arquivo)

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público contra o ex-presidente do Corinthians, Duílio Monteiro Alves, que passa a responder como réu por apropriação indébita relacionada ao uso de cartões corporativos do clube.

A decisão foi tomada pela juíza Elaine Cristina Pulcineli Vieira Gonçalves, da 15ª Vara Criminal da Capital, na última quinta-feira (5).

De acordo com a acusação, gastos realizados entre 2021 e 2023 teriam sido feitos com itens sem relação com a função de presidente do clube. Entre as despesas citadas estão hotéis, salão de cabeleireiro, freeshops, loja náutica e restaurantes.

Segundo o Ministério Público, o total das compras realizadas com o cartão corporativo do Corinthians chegou a R$ 41.822,62, já com valores corrigidos pela inflação.

Mesmo aceitando a denúncia, a Justiça não acolheu outros pedidos do Ministério Público, como quebra de sigilo bancário e fiscal, bloqueio de bens e aplicação de medidas cautelares. A decisão apontou que não foram apresentados elementos que comprovassem risco à investigação ou à aplicação da lei.

A defesa do ex-presidente informou que recebeu a decisão judicial e destacou que o processo marca apenas o início da análise formal dos fatos, garantindo direito ao contraditório e à ampla defesa. Os advogados terão prazo de dez dias para apresentar resposta à acusação e indicar se as futuras audiências ocorrerão de forma presencial ou virtual.

Duílio Monteiro Alves é o segundo ex-presidente do Corinthians a se tornar réu em investigação relacionada ao uso de cartões corporativos do clube. Antes dele, Andrés Sanchez também passou a responder por apropriação indébita agravada e continuada.

Em outra denúncia apresentada anteriormente pelo Ministério Público, Andrés Sanchez e Roberto Gavioli foram acusados por gastos realizados com cartões corporativos entre agosto de 2018 e dezembro de 2020. O órgão também solicitou ressarcimento superior a R$ 480 mil, além de indenização por danos morais e materiais ao clube.

Parte dessas acusações, no entanto, foi rejeitada pela Justiça por falta de elementos que comprovassem crimes como lavagem de dinheiro e infrações tributárias.

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