“Eu apoio a realização de qualquer auditoria no clube, mas eles deveriam pedir não dos últimos 15 anos, mas dos últimos 25”. A afirmação é do ex-presidente do Nacional e vice-presidente do Conselho Deliberativo do clube, Carlos Nogueira Abocater, em entrevista concedida ao Jornal da Manhã, na tarde de ontem. Para ele, se a auditoria for dos últimos 25 anos será possível saber sobre o destino do dinheiro da venda do Praia Clube, da venda do zagueiro Ferreira para um time de Goiânia e da venda do atacante Serginho Criciúma. Segundo ele, o dinheiro da venda deste jogador nunca caiu na conta do Nacional Futebol Clube e teria sido recebido em São Paulo, por outra pessoa, que não o presidente do clube na época, o Antônio Pedro Dadah. Abocater revela ter assumido o clube praticamente falido e com o Ginásio João Hercos Filho indo a leilão. Havia também vários cheques sem fundo na praça, um deles para o advogado Adelque Ziller, que atuava na Federação Mineira de Futebol. “Não tivemos nenhum problema nos últimos quinze anos. Neste período, o Nacional nunca foi administrado por malandros”, disse. Abocater lembra ainda ter quitado dívidas de diretorias anteriores, como os cheques sem fundos dados à Real Expresso e contas de FGTS. “Se quiserem encontrar alguma coisa eles devem fazer auditoria dos últimos 25 anos, porque dos últimos quinze temos toda a documentação”, revela. Quanto à venda do terreno anexo ao Estádio JK, Abocater revela que parte do dinheiro foi utilizada para pagar impostos, para que o clube pudesse receber dinheiro do Bingo Uberaba Palace. O restante teria sido usado na reforma do Ginásio João Hercos Filho. O terreno teria sido vendido por R$ 125 mil, sendo que os impostos teriam consumido em torno de R$ 80 mil. Por fim o ex-presidente revela ter deixado o clube com CND (Certidão Negativa de Débito), dinheiro em caixa e com o parque aquático funcionando.