ESPORTE

Federação de futebol dos EUA derruba proibição de se ajoelhar durante hino

Publicado em 12/06/2020 às 10:25Atualizado em 18/12/2022 às 07:02
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A melhor jogadora do mundo atualmente, Megan Rapinoe, já ajoelhou no gramado, em protesto contra a violência policial contra os negros nos EUA   O conselho de administração da Federação de Futebol dos Estados Unidos decidiu revogar, por meio de votação, a regra que proibia os jogadores de seleção nacional de protestarem ajoelhando-se no gramado durante a execução do hino do país. A norma estabelecia desde 2017 que os jogadores de futebol deveriam "ficar de pé respeitosamente" durante a execução do hino nacional antes dos jogos. Além de derrubar a regra, a federação norte-americana pediu desculpas aos atletas, especialmente aos negros, e reconheceu que a proibição não deveria existir. "Está claro que a essa norma estava errada e prejudicava a importante mensagem de que vidas negras importam", reconheceu a Federação de Futebol dos Estados Unidos, por meio de um comunicado. A nova presidente da US Soccer, Cindy Parlow Cone, já havia sugerido inicialmente a ideia de anular a regra. A proibição de não ficar de pé durante o hino tinha sido imposta em fevereiro de 2017 depois de a estrela da seleção norte-americana e melhor jogadora do mundo atualmente, Megan Rapinoe, ter se ajoelhado no gramado, repetindo o gesto de Colin Kaepernick, jogador de futebol americano, em protesto contra a violência policial contra os negros nos Estados Unidos. Kaepernick virou um ícone na luta contra o racismo e inspirou diversos outros atletas, norte-americanos ou não, como o astro da NBA, LeBron James, a se posicionarem diante da descriminação racial. O ex-quarterback do San Francisco 49ers foi boicotado pela NFL e, sem uma equipe para jogar, concentrou seus esforços no ativismo. A mudança ocorre na esteira de uma onda de protestos contra o racismo nos Estados Unidos e em vários outros países. O estopim para as manifestações foi a morte de George Floyd, um homem negro de 46 anos que morreu em 25 de maio, em Minneapolis, depois de um policial branco ter pressionado o seu pescoço com o joelho durante cerca de oito minutos em uma abordagem. Fora dos Estados Unidos, recentemente, jogadores do Borussia Dortmund e Liverpool ajoelharam-se no gramado durante uma sessão de treinamento como forma de apoiar a luta por igualdade racial. O atacante do Borussia Mönchengladbach, Marcus Thuram, filho do ex-jogador campeão mundial pela França, Lilian Thuram, também ecoou as manifestações ao escolher não comemorar um gol e sim ficar de joelhos no campo.    

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