Felipe viajou para os Estados Unidos para participar de curso na Universidade Internacional da Flórida
Após se aposentar como jogador de futebol, o ex-zagueiro Felipe Nogueira assumiu a função de auxiliar técnico do Nacional. Em busca de mais conhecimento, Felipe viajou nesta semana para os Estados Unidos para participar de um curso de Administração Esportiva, na Universidade Internacional da Flórida.
Serão dois dias de curso, além de um dia de palestra com a comissão técnica da Seleção norte-americana. “Conto com esse curso muito mais pelo meu próprio aprendizado e conhecimento do que para apenas “engordar” meu currículo. Tenho objetivos sérios, eu sonho alto e, nessa nova carreira, quero chegar a time grande, mas pra isso tenho que me preparar como profissional, e o primeiro passo é adquirir conhecimento”, afirmou Felipe.
O ex-jogador pretende passar alguns meses nos EUA para estudar, já que a Copa do Mundo se aproxima e ele não quer ficar parado aqui no Brasil. Após a experiência como auxiliar técnico, Felipe já decidiu sobre qual função pretende exercer dentro do futebol.
“Eu quero ficar dentro do campo, ser treinador, mas isso leva tempo. Tenho apenas 30 anos e há muito que aprender ainda, por isso estou aqui. Estou tendo cursos com os melhores profissionais do mundo em algumas áreas do esporte. Isso não quer dizer que nesse começo eu não possa ter uma função fora de campo. Eu tenho certeza de que tenho muito a fazer pelos times aí de Uberaba”, disse o ex-atleta.
Do início de 2006 até meados de 2009, Felipe estudou Administração Esportiva, na Lincoln Memorial University, onde também defendeu o time de futebol. O ex-zagueiro jogou, ainda, pelo Atlanta Silverbacks, que disputa a Segunda Divisão Americana, e pelo Baton Rouge Capitals, time que faz parte da Liga de Desenvolvimento.
Por isso, Felipe conhece as diferenças entre brasileiros e americanos dentro de campo. “O americano é infinitamente mais dedicado taticamente do que nós, brasileiros. Claro que eles não têm a nossa técnica, mas eles estão em uma evolução e o futebol está mudando. O brasileiro começou a dar mais importância para a parte tática, a responsabilidade tática de cada jogador”, declarou o ex-zagueiro.
As diferenças não ficam somente dentro do campo. “Dez anos atrás, já se fazia treinamento funcional na parte de condicionamento físico pra futebol, e só de uns dois anos pra cá é que isso realmente pegou no Brasil. Se aqui a gente tivesse o projeto e a estrutura que as universidades americanas têm nas Ligas Universitárias, seríamos uma potência imbatível no futebol e iríamos revelar Robinho’s e Pato’s de 6 em 6 meses”, completou Felipe Nogueira.