As equipes que vão disputar o próximo campeonato de F-1 correm contra o tempo para concluir os novos carros. A Ferrari se concentra nos últimos ajustes do projeto conhecido pelo código 664, que será finalizado antes do início da maratona de testes da pré-temporada, a partir do dia 5 de fevereiro. Em Maranello, o sucessor do F2012 já entrou na reta final de desenvolvimento e passa por testes aerodinâmicos para encarar as primeiras voltas em Jerez de la Frontera.
O modelo, que deverá se chamar F2013, foi projetado com a missão de encerrar o ciclo de hegemonia da RBR, detentora dos títulos de construtores e pilotos das últimas três temporadas. O principal objetivo é evitar os erros do ano passado, quando o carro não começou bem o campeonato e tomava quase 1s5 de RBR e McLaren nas primeiras corridas. Apesar disso, o monoposto que será guiado por Fernando Alonso e Felipe Massa manterá a mecânica e o esquema básico de suspensão e chassi de seu antecessor.
Aposta de risco do diretor técnico da escuderia, Pat Fry, a suspensão dianteira do tipo “pull rod”, que reduz o peso do veículo e garante menor arrasto aerodinâmico, continua presente na Ferrari. O sistema, bastante popular nos modelos dos anos 1980, não era utilizado na categoria desde 2001, mas acabou caindo no gosto da equipe de Maranello.