Mais um problema administrativo para o clube presidido por Marcelo Teixeira. (Foto/Raul Baretta/SFC)
O Santos foi incluído nesta quinta-feira (8) na lista de clubes impedidos de registrar novos jogadores pela Fifa. A punição, conhecida como transfer ban, está relacionada a uma dívida com José Francisco Belman Gonzales, ex-treinador de goleiros da comissão técnica de Pedro Caixinha.
A medida entrou em vigor no início da noite e representa mais um problema administrativo para o clube presidido por Marcelo Teixeira, que enfrenta cobranças decorrentes da saída do treinador português e de seus auxiliares.
DÍVIDA ULTRAPASSA R$ 1 MILHÃO
A decisão da Fifa determina que o Santos pague uma indenização equivalente a R$ 1,1 milhão ao ex-integrante da comissão técnica, valor calculado com base na cotação oficial do Banco Central em 14 de abril de 2025.
Além da quantia principal, o clube deverá arcar com juros de 5% ao ano, contados desde a data da rescisão contratual até a realização do pagamento.
A punição impede o Santos de registrar novos atletas enquanto estiver submetido à restrição determinada pela entidade.
ENTENDA A ORIGEM DA COBRANÇA
A dívida começou após a demissão de Pedro Caixinha e de toda a sua comissão técnica, ocorrida em 14 de abril de 2025.
Depois do desligamento, os profissionais cobraram uma multa rescisória prevista nos contratos, cujo valor total chegava a R$ 15 milhões.
Sem recursos disponíveis para quitar a obrigação, o Santos procurou negociar o pagamento parcelado, mas não conseguiu chegar a um acordo com os antigos integrantes da comissão.
RECURSO DO SANTOS FOI REJEITADO
Diante da falta de entendimento, Pedro Caixinha e seus auxiliares recorreram à Fifa, que determinou o pagamento dos valores cobrados.
O Santos contestou a decisão na Corte Arbitral do Esporte (CAS), mas a entidade manteve a condenação no mês passado.
Com a inclusão do clube na lista de punições da Fifa, a diretoria terá de resolver a pendência financeira para superar a restrição ao registro de jogadores.
Até o momento, não há informação sobre uma nova negociação ou prazo para a quitação da dívida.