A Federação Internacional de Futebol (Fifa) anunciou a criação de um órgão para administrar o repasse, ao futebol brasileiro, de verbas referentes ao legado da Copa do Mundo de 2014. A decisão foi tomada na sexta-feira, 27, durante reunião do conselho da entidade em Calcutá, na Índia.
As remessas estavam bloqueadas desde o segundo semestre de 2015, em decorrência da prisão do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, e de ampla investigação, conduzida por autoridades dos Estados Unidos, contra dirigentes sul-americanos. Atual presidente da CBF, Marco Polo del Nero, está entre os alvos.
Dos US$100 milhões (cerca de R$330 milhões) previstos para o programa de legado da Copa para os países-sede, apenas US$5 milhões (R$16 milhões) haviam sido liberados até aquele momento. Sem especificar datas, o dirigente afirmou que, nos próximos meses, será definido como o pagamento do valor prometido será feito.