Melhor jogador do mundo em 2001, o português Luís Figo divulgou ontem a sua proposta oficial de campanha à presidência da Fifa, em cerimônia realizada no estádio de Wembley, em Londres. Sua proposta oficial é impulsionada pela frase “Pelo futebol”, Figo apresentou suas ideias e propôs mudanças, como um maior investimento no futebol de base, a ampliação da Copa do Mundo em termos de seleções participantes e o uso da tecnologia.
Luís Figo apresentou suas propostas permeadas pelo discurso de renovar a confiança da Fifa. “Quero renovar a confiança da Fifa. Cresci em um bairro pobre, e graças ao futebol sou independente. Não devo nada a ninguém, e por isso posso ser um presidente que busque o bem do futebol. Quero que a Fifa mude e gere uma nova era”, falou o português em coletiva.
O principal desejo do candidato é aumentar o investimento nos centros de formação das categorias de base. A ideia de Figo é destinar pelo menos metade da receita da Fifa (2,5 bilhões de dólares ou R$ 7 bilhões) diretamente às federações, para que elas invistam nos clubes, e não apostar em projetos com duração de quatro anos.
Sobre a Copa do Mundo, Figo deseja alterar o número de seleções no torneio, que hoje conta com 32. O ex-jogador de Real Madrid, Barcelona e Inter de Milão apresentou três propostas para o Mundial, sendo uma delas a de manter o formato atual. As outras duas devem revolucionar os moldes da Copa. Uma delas seria um torneio com 40 seleções, divididas em oito grupos de cinco. Outra ideia do português seria dois torneios simultâneos com 24 times e em continentes distintos, com a fase final em apenas um país. Os dois novos formatos aumentariam em apenas três ou quatro dias o modelo atual. As novas vagas seriam de equipes de fora da Europa.
Ao comentar a presença da tecnologia no futebol, o candidato português se mostrou favorável quanto ao uso do sistema na linha do gol, que foi usado pela primeira vez em Copas do Mundo no Brasil, no jogo entre França e Honduras.
Figo concorre ao cargo com o atual presidente da Fifa, Joseph Blatter, Michael Van Praag, presidente da Federação Holandesa de Futebol, e o príncipe Ali Bin Al Hussein, da Jordânia.