
Firmino foi o herói de ontem marcando dois gols e tirou o Benfica da competição | Fot Reprodução TV
Após vencer o Benfica por 3 a 1 no Estádio do Dragão, pela rodada de ida das quartas de final da Liga dos Campeões, o Liverpool jogou a partida decisiva nesta quarta-feira, com um time alternativo, e celebrou um empate por 3 a 3 no placar final, o suficiente para avançar à próxima fase. Por mais corajosos que os benfiquistas tenham sido no Anfield, a equipe comandada por Jurgen Klopp, que só colocou os astros Mané e Salah no segundo tempo, conseguiu uma classificação segura.
Konaté abriu o placar e Gonçalo Ramos empatou para o time português, antes de Roberto Firmino entrar em ação e marcar duas vezes para deixar a situação tranquila novamente. O Benfica buscou o empate com gols de Yaremchuk e Darwin Núñez, mas precisava de mais dois para levar a decisão à prorrogação. O adversário do Liverpool nas semifinais será o Villarreal, responsável por eliminar o Bayern de Munique.
Com a atenção dividida entre a disputa do título do Campeonato Inglês e a Liga dos Campeões, Klopp confiou na vantagem construída no jogo de ida e optou por escalar um time alternativo. Assim, Alexander-Arnold, Van Dijk, Robertson, Fabinho, Thiago Alcântara e até a dupla fatal Mané e Sané ficaram no banco de reservas. A escolha deu a Roberto Firmino, reserva nas duas últimas partidas, a oportunidade de voltar a figurar entre os titulares.
Ao lado de Luis Díaz e Diogo Jota, o atacante brasileiro formou um ataque que conseguiu incomodar o Benfica, mas quem tirou o zero do placar foi um zagueiro. Autor do primeiro no gol do jogo em Portugal, Konaté repetiu a dose e abriu o placar aos 20 minutos do primeiro tempo, ao cabecear para a rede após cobrança de escanteio de Tsimikas.
Sem se entregar, o time português mostrou que estava vivo no jogo e articulou bons lances em trocas de passes ou jogadas individuais de Éverton Cebolinha. O gol de empate saiu aos 31 minutos, dos pés de Gonçalo Ramos, em um chute colocado no canto esquerdo de Alisson.
A situação ficou mais complicada para os benfiquistas logo no início do segundo tempo, já que Roberto Firmino desviou chute cruzado de Jota, aos nove minutos, e colocou o Liverpool em vantagem mais uma vez. Logo em seguida, Klopp mandou Salah, Fabinho e Thiago Alcântara ao campo.
A partir daí, a torcida começou a cantar ainda mais confiante. Diante da atmosfera animada, aos 19, Tsimikas cobrou falta e viu a bola encontrar Firmino mais uma vez. O brasileiro chutou de primeira e marcou. Na segunda metade da etapa final, o Liverpool já contava também com Mané em campo, mas as estrelas da casa não intimidaram o Benfica, que diminuiu com Yaremchuk, aos 26, e empatou com Darwin Núñez, aos 35.
Apesar dos sinais de que poderia arrancar um empate heroico no Anfield, a equipe portuguesa, precisando de dois gols para levar à prorrogação, não voltou a marcar e até correu o risco de sofrer mais gols. Darwin Núñez chegou a balançar as redes perto do último minuto, mas estava impedido.
CITY SEGURA ATLÉTICO EM MADRI E ENCARA O REAL NA SEMIFINAL DA LIGA DOS CAMPEÕES
Por Fábio Hecico
O Manchester City está mais uma vez entre os quatro melhores da Liga dos Campeões. A classificação às semifinais veio com empate sem gols em visita ao Atlético de Madrid, no Wanda Metropolitano. O rival será outro time espanhol: o Real Madrid, que derrubou o campeão Chelsea.
A vaga veio com tons de sofrimento em um fim de jogo atrevido do Atlético e a bola teimando em não parar dentro das redes do goleiro Ederson. Foram boas chances criadas nos minutos finais por um rival jogando mais na base da garra que na técnica.
Depois de fazer 1 a 0 na Inglaterra, o City fez primeiros 45 minutos bem melhores. Após o descanso, com o Atlético apressado e intenso, o time inglês se retraiu e, mesmo sofrendo, não permitiu que os espanhóis fizessem o tão almejado gol.
O técnico Diego Simeone prometia um estilo diferente de jogo após críticas pelo esquema defensivo usado na Inglaterra na derrota por 1 a 0. Ainda mais com a necessidade de triunfo. Mas não abandonou a linha de cinco homens na defesa do Atlético de Madrid.
O apoio das arquibancadas lotadas no Wanda Metropolitano era um diferencial, em sua visão. Os espanhóis fizeram mosaico com a frase "sentimento", pedindo para os jogadores atuarem com garra em busca da virada após derrota por 1 a 0 no Ettihad Stadium, em Manchester, e cantaram em alto e bom som.
Após o apito inicial, contudo, a promessa de mudança do comandante argentino não foi presenciada e os visitantes dominaram as ações. Gundogan foi logo assustando em batida de fora da área. A bola passou raspando. O volante alemão teria nova e preciosa chance de abrir o marcador. De frente para o goleiro Oblak, cabeceou na trave e ainda acabou travado no rebote.
O time colchonero praticamente não deu trabalho para Ederson. Somente em um lançamento longo que o goleiro brasileiro apareceu, para cortar de cabeça, fora da área. Do mais, ficou apenas torcendo para a equipe mostrar melhor precisão na frente. O City pecou na pontaria e o jogo parou para o descanso sem gols