A decisão não agradou o procurador do Nacional, advogado Marcelo Palis, que revelou que a medida possui amparo...
A primeira fase do Campeonato Mineiro da Terceirona foi encerrada no dia 16 de setembro e, desde então, a Federação Mineira de Futebol (FMF) optou por paralisar a competição em virtude do julgamento envolvendo o Nacional Futebol Clube. A decisão não agradou o procurador do Nacional, advogado Marcelo Palis, que revelou que a medida possui amparo legal e a FMF não poderia interromper a competição. “Essa pergunta do porquê a FMF parou o campeonato é boa e não tenho como respondê-la. Ninguém consegue entender o que está acontecendo. Não há nada preciso e oficial para a entidade tomar essa atitude e, infelizmente, não sei explicar. Os clubes podem até entrar com uma ação indenizatória contra a entidade”, explicou Palis.
Já o secretário-geral da FMF, Rodrigo Diniz, revelou para o Jornal da Manhã o motivo da paralisação da competição. “Nós agimos com bom senso. Antes do julgamento do Nacional, tomamos conhecimento que todas as partes interessadas, em caso de derrota, iriam recorrer da decisão. Paramos o campeonato no último fim de semana para não correr risco de posteriormente ter que refazer os jogos”, afirmou.
O secretário reconheceu que não há um documento oficial por parte do TJD que credencie a paralisação da Terceirona. O pedido de efeito suspensivo do Montes Claros foi negado e a solicitação da procuradoria para paralisar a competição está com o presidente do TJD, Sérgio Murilo, que até o fechamento desta edição não havia despachado no processo.
Se o pedido de efeito suspensivo da procuradoria for negado, a competição pode reiniciar nesse fim de semana. “Podemos ter rodada neste fim de semana, mas tudo depende da decisão do presidente Sérgio Murilo. Se ele deferir o efeito suspensivo, o campeonato continua parado. Caso ele indefira, nós do departamento jurídico da FMF iremos indicar o reinício da competição para esse fim de semana, porém, essa decisão pertence ao presidente Paulo Schettino”, disse Rodrigo Diniz.
Entenda o caso. O volante Thiago Carvalho, que pertence ao Mamoré, foi expulso pelo clube de Patos Minas na partida contra o Araxá, válida pela terceira rodada, da segunda fase, do Campeonato Mineiro do Módulo II. Devido à exclusão, o atleta cumpriu uma automática na partida seguinte e o julgamento ocorreu após o término da competição. Na audiência, Carvalho pegou um gancho de duas partidas.
Como havia cumprido um jogo com a camisa do Mamoré, o volante teria que cumprir mais uma partida com a camisa do seu próximo clube. Porém, isso não ocorreu, pois o volante esteve no duelo com o Portal, defendendo as cores do Naça na Terceirona.
Diante dos fatos, o Nacional contratou o advogado Marcelo Palis. A primeira ação do procurador do clube foi entrar com um pedido de reversão do gancho em cestas básicas junto ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD). Através do presidente do órgão, Sérgio Murilo, a solicitação de Palis foi atendida.
Mesmo assim a infração foi parar no TJD. Neste julgamento, o Nacional foi absolvido. Depois deste primeiro embate, a procuradoria e o Montes Claros, insatisfeitos com decisão, entraram com um pedido de revisão do caso. Outro julgamento, ainda sem data definida, vai ocorrer para o pleno do TJD-MG decidir.