Não se sabe qual foi a reação de Lionel Messi ao saber que não estava entre os finalistas para o prêmio de melhor do mundo da Fifa. Foi a primeira vez desde 2006 que o argentino não entrou na lista.
No momento de maior incerteza da carreira, o craque se fechou em si mesmo. Mais até do que o normal para alguém reconhecido pelas poucas palavras.
Os amigos de Rosário não encontraram com ele nas férias, como sempre acontece. Não houve sinal do atacante no Club de la Milanesa, um dos seus restaurantes favoritos na cidade natal. Ele ficou menos tempo do que o costume em uma de suas duas mansões na região e os torcedores apenas souberam que ele estava no Caribe porque o meia espanhol Cesc Fàbregas, do Chelsea (ING), postou uma foto.
A estimativa do governo argentino é que cerca de 30 mil pessoas do país tenham viajado para a Rússia para ver a Copa do Mundo. Elas também não ouviram nenhuma palavra de Messi sobre a campanha ruim da equipe.
O atacante fez apenas um gol e a seleção caiu diante da França nas oitavas de final. Sem definir o seu futuro com a camisa argentina, está apenas certo que não será convocado mais neste ano.
"Não se pode esperar que Messi seja uma pessoa de palavras. Depois do que aconteceu na Rússia, temos de deixá-lo em paz e ver o que deseja fazer", defende Alfio Basile, o único técnico que dirigiu Messi e Maradona na seleção argentina.