Eliminado do Campeonato Mineiro e sem vaga garantida no Campeonato Brasileiro da Série D, o futuro do Uberaba Sport Club começa a ser traçado hoje à noite, em reunião que contará com a presença de integrantes da diretoria Executiva e do departamento de Futebol. Dentre outros assuntos que serão abordados, alguns se destacam. São eles: a participação do USC na edição 2011 da Taça Minas Gerais e a permanência ou não dos dirigentes Ernani Nogueira e Marcelo Araxá no departamento de Futebol do Colorado.
Se optar por disputar a Taça Minas Gerais, cujo início está programado para o dia 5 de junho, o Uberaba tentará conquistar o terceiro título consecutivo, o quarto da equipe na história da segunda competição mais importante de Minas Gerais, que dá ao campeão o direito de participar da Copa do Brasil no ano seguinte.
Para que se inicie a formação do elenco, no entanto, o diretor de Futebol Ernani Nogueira e o gerente Marcelo Araxá querem resolver algumas pendências com integrantes da diretoria Executiva, além de encontrar soluções para os problemas estruturais do USC. “O que for melhor para o Uberaba Sport será feito. Vamos nos reunir e ouvir o posicionamento dos demais diretores. Se vou continuar à frente do departamento de Futebol, ainda não sei. Seja qual for a definição, sempre estarei disposto a ajudar o USC”, afirmou o diretor de Futebol Ernani Nogueira, antes do duelo com o Cruzeiro, em entrevista à Rádio JM.
Já Marcelo Araxá garantiu que fica no Zebu apenas se Ernani Nogueira seguir como diretor de Futebol. “Foi o Ernani quem me chamou e, por isso, vou ficar no Uberaba apenas se ele permanecer. Pela primeira vez irei a uma reunião administrativa do clube. Temos que discutir algumas coisas. Se eles (diretores) quiserem que a gente continue, nós iremos cobrar soluções para melhorar a estrutura do Uberaba”, disse Araxá.
Quem também pede soluções para os problemas estruturais do Colorado é o técnico Nenê Belarmino. O comandante alvirrubro, assim como os demais atletas e integrantes da comissão técnica, estão com o futuro indefinido. “Ainda é cedo para falar no futuro. Tenho vontade de iniciar um trabalho aqui. Mas tem que ter mudanças. Começando de forma hierárquica, ou seja, de cima para baixo. Porque depois vai estourar aqui em baixo e seremos cobrados por isso”, revelou Nenê Belarmino.