Foto/Montagem
Gabriel Araújo brilhou mais uma vez em Tóquio. O nadador de 19 anos, que compete na classe S2 (atletas com braços, pernas ou tronco limitados), conquistou sua terceira medalha na Paralimpíada, a segunda de ouro, ao dominar a prova dos 50 metros costas e chegar em primeiro com grande vantagem para os demais competidores. Com o pódio dourado, ele ajuda o Brasil a se aproximar do recorde das 21 medalhas de ouro obtidas nos Jogos de Londres-2012.
Gabriel assumiu a dianteira logo na saída da disputa. Com uma fase submersa muito boa, o brasileiro se colocou à frente, e apenas aumentou a distância para os demais, fechando com o tempo de 53s96. A prata ficou com o chileno Alberto Abarza, que anotou 57s76. O bronze foi para o russo Vladimir Danilenko, com 59s47.
LANÇAMENTO DE DISCO - O brasileiro Alessandro Rodrigo garantiu o bicampeonato paralímpico no lançamento de disco da classe F11 (cegos) com direito a recorde dos Jogos. Assim como acontece em todas as competições desde 2015, ele não deu chance para os adversários e subiu no degrau mais alto do pódio.
No segundo lançamento, ele alcançou 43,16m e estabeleceu a melhor marca do mundo em Jogos Paralímpicos. O recorde anterior pertencia ao brasileiro e foi conquistado nos Jogos do Rio (43,06m). Alessandro também tem o recorde mundial, que conseguiu no Mundial de Dubai, em 2019, com 46,10m.
Mas Alessandro nem precisaria dessa melhor marca para garantir o ouro. Cinco dos seis lançamentos também seriam suficientes para ficar em primeiro lugar. Todas essa marcas foram acima dos 41m - só uma que ele queimou. A prata ficou com o iraniano Mahdi Olad (40,60m) e o bronze com o italiano Oney Tapia (39,52m).