Grupo de mais de cem torcedores revoltados invadiu o CT Joaquim Grava e fez o Corinthians viver dia de pânico
No último sábado, um grupo de mais de cem torcedores revoltados invadiu o CT Joaquim Grava e fez o Corinthians viver um dia de pânico. Durante mais de três horas, o elenco ficou trancafiado no vestiário com acesso restrito a comida e bebida. O atacante peruano Paolo Guerrero demorou a entrar na sala com os companheiros e chegou a ser agredido pelos vândalos. Depois de horas de muita pressão e violência, funcionários, jogadores e dirigentes do clube saíram com a sensação de que nunca tinham visto algo parecido com o ocorrido. Ontem, em entrevista coletiva, o presidente do Corinthians, Mário Gobbi, lamentou o ocorrido na manhã do último sábado, confirmou que vai reunir provas e depoimentos para abrir inquérito policial e chamou de crime a atitude dos organizados, que ameaçaram funcionários, foram atrás de jogadores e roubaram três celulares. “Vamos redigir uma solicitação de apuração dos fatos em inquérito policial, uma vez que isso tudo configura alguns crimes: furto, ameaça, lesão corporal, etc. Nosso jurídico vai cuidar disso, e quando tudo ficar pronto, nós avisaremos”, disse o presidente. Apesar do trauma causado pela agressão a jogadores e funcionários, Gobbi não acredita que qualquer atleta acabe pedindo para ser negociado. “Nenhum jogador pediu pra ir embora. Todos estavam abalados emocionalmente, assim como nós, assim como a comissão técnica. Foi chocante para todos nós. Todos gostam muito do Corinthians, e tal é o respeito deles pelo clube, que em um diálogo que começou no sábado e terminou domingo eles decidiram ir pro jogo. Mas o clima não era de ir pro jogo. Se o Paolo - Guerrero - que é o artilheiro, talvez autor de um dos gols mais importantes da historia do clube, foi esganado, imagine o que aconteceu aqui com jogadores refugiados em vestiário. Ninguém cogitou isso - ir embora. Todos vão virar essa página porque quem tem que cuidar disso são as autoridades”, declarou Gobbi. Comunicado. Em sua página oficial no Facebook, o atacante Paolo Guerrero agradeceu o apoio dos torcedores que se preocuparam com ele - que, de acordo com o presidente Mário Gobbi, foi “esganado” por um dos corintianos -” e assegurou que continuará no clube do Parque São Jorge, apesar da ocorrência.