Esportes como o futebol, por terem apelo popular, conseguem com mais facilidade patrocínio e pessoas que...
Esportes como o futebol, por terem apelo popular, conseguem com mais facilidade patrocínio e pessoas que invistam em estrutura. Esse não é o caso de atletas que praticam a corrida. Em Uberaba, não é diferente.
Grazielle Pedroso, atleta de 26 anos, acumula bons resultados no ano de 2012. Ela foi 7ª colocada na Meia Maratona de Praia Grande, 5º lugar na Meia Maratona Asis de São Paulo e foi vice-campeã da Maratona de Dourados, no estado do Mato Grosso do Sul. Porém, mesmo representando a cidade em vários lugares do país, isso não garante a ela nem aos outros competidores, o devido reconhecimento.
A Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Smel) organiza todo ano a Corrida Rústica de Uberaba. Segundo Grazielle, em torneios deste tipo, os corredores locais não recebem o incentivo em dinheiro, diferentemente do que acontece em outros locais pelo país. “Posso citar o exemplo da cidade de Patrocínio. Corredores do Quênia vão para lá competir, então o nível da prova é muito alto. E mesmo assim, a prefeitura premia os melhores atletas da cidade separadamente. Queremos o mesmo reconhecimento. O governo daqui tem condição de fazer isso, como já fez há anos atrás”, disse Grazielle.
A corredora conta que até pagar a inscrição de algumas provas locais, com o dinheiro do próprio bolso, ela já teve que fazer. “Não queremos pagar para depois não ter reconhecimento. A Prefeitura tem total condição de nos ajudar”, conclui a atleta uberabense.