Por Guilherme Amaro e Carlos Costa, especial para a AE

O Grêmio conseguiu o empate aos 56 minutos do segundo tempo graças a um pênalti polêmico com ajuda do VAR
O Santos entendeu o motivo de o Grêmio ter o apelido de "Imortal". Após abrir o placar no primeiro tempo e segurar o resultado até os acréscimos, o time alvinegro viu o árbitro marcar pênalti polêmico com ajuda do VAR e sofreu o empate aos 56 minutos do segundo tempo. A igualdade por 1 a 1 deixa completamente aberta a disputa por uma vaga na semifinal da Copa Libertadores. O duelo de volta será realizada na semana que vem, na Vila Belmiro. A equipe do técnico Cuca terá a vantagem de jogar por um empate sem gols para avançar.
O Grêmio aumentou sua sequência invicta para 17 partidas. Já o Santos segue sem perder como visitante nesta edição da Libertadores. Promessa de grande duelo na semana que vem para definir quem será eliminado nas quartas de final.
No jogo desta quarta, se o Santos não pôde contar com Soteldo, que contraiu o novo coronavírus, o Grêmio também tinha um desfalque importante: Jean Pyerre, que vem sendo um dos principais jogadores da equipe e está com desgaste muscular. Cuca apostou em Lucas Braga, enquanto Renato Gaúcho colocou Pinares. Os gaúchos sentiram mais falta do seu meia-atacante do que os alvinegros do venezuelano.
O Santos mostrou superioridade e conseguiu neutralizar os ataques adversários na etapa inicial. Mereceu ir para o intervalo em vantagem no placar, com o gol marcado por Kaio Jorge, aos 35 minutos. No lance, Pará cruzou, Vanderlei saiu mal e a bola sobrou para Felipe Jonathan, que chutou e viu o atacante desviar para o fundo da rede.
Kaio Jorge só ficou à disposição para o confronto porque o Santos conseguiu a liberação da CBF para o atacante se apresentar à seleção brasileira sub-20 apenas nesta quinta-feira Ele retornará antes e poderá atuar no duelo de volta.
Após o gol, a partida ficou ainda mais brigada. Jobson se envolveu em confusão com Pinares ao acertar uma bolada quando o adversário já estava caído. Houve empurra-empurra entre os jogadores, e o volante santista recebeu o amarelo. Logo em seguida, Pinares dividiu com Pituca e recebeu o cartão vermelho, mas o juiz foi chamado pelo árbitro de vídeo, voltou atrás na expulsão e deu amarelo para Pituca.
O Grêmio teve muitas dificuldades para criar jogadas. O Santos, bem organizado, conseguiu conter os avanços adversários. O volante Sandry, que tem 18 anos e foi uma das surpresas de Cuca, fez ótima partida: não deu espaços e desafogou as saídas de bola com bons passes.
No segundo tempo, o Grêmio tentou pressionar mais em busca do empate. Mas esbarrava principalmente em Pinares, que pouco dava sequência às jogadas. Luiz Fernando e Pepê também não tiveram grande atuação, e Diego Souza quase não recebia bolas.
As melhores chances gremistas foram de bola parada. David Braz perdeu boa chance ao subir livre e cabecear para fora. Depois, o zagueiro cobrou falta de longe e exigiu boa defesa de John. O goleiro santista voltou a aparecer na defesa de cabeçada de Diego Souza.
O Santos sentiu a pressão, se fechou e passou a apostar em contra-ataques. Levou muito perigo em duas finalizações no mesmo lance: Pituca arriscou de fora da área, Vanderlei rebateu, Darlan errou o domínio e a bola sobrou para Kaio Jorge, que chutou rasteiro para fora.
Cuca resolveu deixar o Santos mais protegido quando Kaio Jorge pediu substituição. O lateral-direito Madson foi o escolhido para entrar como ala, na linha do meio de campo, e Marinho virou "falso 9". O novo esquema não durou muito, porque Pará pediu para sair.
Renato Gaúcho colocou Everton e Churín para dar novo gás ao sistema ofensivo. E o Grêmio chegou ao empate em lance muito polêmico. Após ser chamado para rever o lance no monitor, o árbitro marcou pênalti por toque da bola no braço de Balieiro, após cruzamento de Ferreira. Já aos 56 minutos, Diego Souza foi para a cobrança e empatou a partida.
FICHA TÉCNICA:
GRÊMIO 1 x 1 SANTOS
GRÊMIO - Vanderlei; Victor Ferraz (Churín), Geromel, Kannemann (David Braz) e Diogo Barbosa; Maicon (Darlan), Matheus Henrique, Luiz Fernando (Ferreira), Pinares (Everton) e Pepê; Diego Souza. Técnic Renato Gaúcho.
SANTOS - John; Pará (Jean Mota), Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan; Sandry (Balieiro), Diego Pituca e Jobson (Alison); Marinho (Bruno Marques), Lucas Braga e Kaio Jorge (Madson). Técnic Cuca.
GOLS - Kaio Jorge, aos 35 minutos do primeiro tempo. Diego Souza (pênalti), aos 56 minutos do segundo tempo.
CARTÕES AMARELOS - Matheus Henrique, Maicon, Luan Peres, Jobson, Diogo Barbosa, Sandry.
CARTÃO VERMELHO - Pituca.
ÁRBITRO - Juan Benítez (Paraguai).
RENDA E PÚBLICO - Jogo sem torcida.
LOCAL - Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS). INTER FAZ 1 A 0 NO BOCA, MAS PERDE NOS PÊNALTIS
Após perder por 1 a 0 no jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores, em Porto Alegre, o Internacional visitou o Boca Juniors em Buenos Aires nesta quarta-feira e venceu pelo mesmo placar, mas foi eliminado pelo time da capital argentina nos pênaltis, por 5 a 4.
O gol da vitória colorada no tempo regulamentar foi marcado contra pelo lateral-esquerdo colombiano Frank Fabra. Nas penalidades, o volante Rodrigo Lindoso e o meia Peglow, que entrou na segunda etapa, desperdiçaram. O Boca enfrenta o argentino Racing, algoz do Flamengo, nas quartas de final.
No primeiro tempo, o time brasileiro foi bem superior e criou boa chance já aos 17 minutos, com Thiago Galhardo. Entretanto, o artilheiro do Inter em 2020, com 21 gols, acabou chutando na trave. O atacante não marca há oito jogos e não fez na Libertadores.
Galhardo voltou a ameaçar aos 30, de cabeça, mas o goleiro argentino Esteban Andrada defendeu. Minutos antes, o Inter havia levado perigo em boas jogadas do meia Patrick, que deu trabalho pelo lado esquerdo. No fim, 0 a 0 na etapa inicial, apesar do domínio colorado.
Na metade complementar, porém, o gol veio logo aos dois minutos. O lateral-esquerdo Moisés recebeu de Patrick e cruzou rasteiro. Na sequência, Fabra se atrapalhou com a aproximação do meia Marcos Guilherme e marcou contra.
Com o revés no placar e só o segundo gol sofrido nesta edição da Copa, sendo o primeiro na Bombonera, o Boca finalmente reagiu e criou sua primeira chance aos 12, quando o atacante argentino Carlos Tévez chutou com efeito e obrigou o goleiro Lomba a salvar.
Aos 37, em escanteio, o Inter quase fez o gol da classificação, mas o zagueiro argentino Víctor Cuesta mandou para fora após Andrada sair mal do gol e deixar a bola viva dentro da área do Boca.
Já os donos da casa reagiram aos 44: em jogada ensaiada, o meia colombiano Edwin Cardona chutou de longe, mas a bola foi para fora. Para azar do Boca, o atacante argentino Agustín Obando ainda foi expulso na sequência, após revisão do árbitro de vídeo (VAR).
O jogo foi para os pênaltis e Tévez foi para a primeira cobrança, convertendo. O lateral-direito Rodinei empatou para o Inter. Logo depois, Lomba saltou para a esquerda e defendeu chute de Cardona. Depois, Edenílson fez o dele.
Na sequência, foi a vez do meia-atacante argentino Eduardo Salvio converter. Já Lindoso isolou e recolocou o Boca no páreo. Após o empate, Fabra e Yuri Alberto fizeram os seus. Depois, o zagueiro argentino Carlos Izquierdoz fez seu gol.
Já o atacante Leandro Fernández, também da Argentina, marcou para o Inter. A decisão foi para as cobranças alternadas e o primeiro a bater foi o ala Leonardo Jara, que não desperdiçou. Peglow, que entrou na vaga de Thiago Galhardo, perdeu: Inter eliminado.
FICHA TÉCNICA:
BOCA JUNIORS 0 (5) x (4) 1 INTERNACIONAL
BOCA JUNIORS - Andrada; Buffarini (Jara), Lisandro López, Izquierdoz e Fabra; Capaldo e Campuzano; Cardona, Salvio e Villa (Obando); Tévez. Técnic Miguel Ángel Russo.
INTERNACIONAL - Marcelo Lomba; Rodinei, Rodrigo Moledo, Víctor Cuesta e Moisés; Rodrigo Lindoso; Marcos Guilherme (Yuri Alberto), Edenílson, Patrick (Leandro Fernández) e Praxedes (Rodrigo Dourado); Thiago Galhardo (Peglow). Técnic Abel Braga
GOL - Fabra (contra), aos dois minutos do segundo tempo.
CARTÕES AMARELOS - Moisés e D'Alessandro (Internacional).
CARTÃO VERMELHO - Obando (Boca Juniors).
ÁRBITRO - Roberto Tobar (Chile).
RENDA E PÚBLICO - Jogo sem torcida.
LOCAL - Estádio La Bombonera, em Buenos Aires, na Argentina.