O Grêmio vai recorrer da decisão do Tribunal Disciplinar da Conmebol no 'caso Gallardo'. Ontem, os advogados gremistas pedirão os fundamentos para elaborar a peça que será entregue à Câmara de Apelações da confederação sul-americana. Mesmo assim, a final da Libertadores entre Boca Juniors e River Plate não corre risco de ser adiada.
A decisão do último sábado vedou chance de efeito suspensivo. Com isso, o Grêmio buscará pena maior a Marcelo Gallardo, treinador do River Plate, e responsabilização do clube argentino.
De acordo com o departamento jurídico do Grêmio, o pedido de acesso aos fundamentos da decisão do Tribunal Disciplinar da Conmebol será feito nesta terça-feira. O regimento dá prazo de até sete dias para que seja feito o pedido de recurso.
Com acesso aos fundamentos, os advogados do Grêmio irão finalizar a apelação. A ideia é buscar punição ao River Plate, ainda sob argumento de que o clube ajudou Gallardo a descumprir suspensão imposta um dia antes da segunda partida da semifinal, em Porto Alegre.
Internamente, o Grêmio vê o recurso como uma forma de marcar posição. Ainda no sábado, o clube gaúcho se mostrou revoltado com a decisão da Conmebol. Aos olhos dos dirigentes, a demora entre o fim da audiência realizada na sexta-feira e a divulgação do julgado não faz sentido. Na Arena, circulou versão de que houve impasse entre os julgadores.
O grupo julgador fez uso de artigo que versa sobre 'estabilidade das competições (Pro Competitione)' e refutou a possibilidade de punir o River Plate. Sem sanção ao clube, o pedido do Grêmio de reversão do placar e classificação à final foi negado.
Para o Grêmio, a decisão foi tomada também por influência política. Os dirigentes gaúchos ficaram irritados com a antecipação abrupta do julgamento, de sábado para sexta-feira, e com o comunicado fora do horário de expediente e horas antes do início da audiência no Paraguai.