Pouco menos de uma semana após a divulgação dos novos uniformes para 2020, o Cruzeiro tenta rever cláusulas do contrato entre o clube e a Adidas
Pouco menos de uma semana após a divulgação dos novos uniformes para 2020, o Cruzeiro tenta rever cláusulas do contrato entre o clube e a Adidas, fornecedora de material esportivo. A maior insatisfação do grupo gestor celeste é quanto aos valores recebidos pela agremiação.
Nos moldes atuais, o Cruzeiro não receberá um valor fixo da Adidas, e sim um percentual. O contrato prevê, em 2020, 24% do dinheiro proveniente de negociações das peças de fábrica para o clube. Em 2021, ano do centenário celeste, a comissão sobe para 27%.
Integrante do grupo gestor do Cruzeiro, Carlos Ferreira Rocha, responsável pelas áreas de publicidade e marketing, falou em rever as cláusulas contratuais. “O contrato com a Adidas realmente não foi muito bom para o Cruzeiro. Poderia ter sido muito melhor. Não tem nada definido, mas reitero que a Adidas deverá, sim, rever algumas cláusulas no contrato. Se não fica inviável mesmo”, disse o dirigente, em entrevista à Rádio Itatiaia.
O vínculo entre o clube celeste e a Adidas foi selado em abril, ainda sob o mandato do presidente Wagner Pires de Sá e do vice Itair Machado. O contrato vai até dezembro de 2022.
Se não conseguir uma readequação com a empresa alemã, uma possível saída para o Cruzeiro seria uma marca própria de uniformes. “Hoje, com a marca própria, o Cruzeiro faturaria muito mais. A Adidas hoje só beneficiaria a ela. Até fazemos um apelo aos executivos da Adidas que sentem conosco e reveja algumas cláusulas. Esse contrato é deficitário para o Cruzeiro”, acrescentou Carlos Ferreira Rocha.