A temporada não foi nada tranquila para Jair Ventura, que assumiu o Corinthians em setembro com alguns abacaxis para descascar
A temporada não foi nada tranquila para Jair Ventura, que assumiu o Corinthians em setembro com alguns abacaxis para descascar. A final da Copa do Brasil talvez fosse suficiente para avaliar o início de trabalho como bom, mas a fase que se seguiu ligou o alarme pelo risco de rebaixamento no Brasileirão. Agora que tal risco parece irrisório, o treinador deve ganhar tranquilidade para recomeçar seu projeto em 2019.
O 2018 de Jair teve início no Santos, de onde foi demitido no meio do ano. Ele então foi ao Corinthians às vésperas de um clássico e da semifinal da Copa do Brasil e, bem ou mal, deu conta. O título foi perdido nos detalhes para o Cruzeiro, pouco mais de um mês após o técnico ser apresentado. Seus números não são bons (quatro vitórias em 16 jogos; 35,4% de aproveitamento nos pontos disputados), mas ele tem a confiança da diretoria.
"Jair fica", adiantou o diretor de futebol do Corinthians, Duílio Monteiro Alves, após a vitória por 1 a 0 sobre o Vasco, no sábado (17). "Temos o costume de deixar o treinador trabalhar. Vamos ver os próximos três jogos, como o Corinthians vai, mas não temos intenção nenhuma de mudar. O treinador tem que ter tempo de fazer uma pré-temporada para ter resultados lá na frente", completou o dirigente.
A permanência no clube lhe daria tempo para desenvolver suas ideias, o que ainda não teve. Em um ano de precipitações no Corinthians, com saída de comissão técnica e de vários jogadores, o treinador foi envolvido pelo turbilhão e só com muito custo conseguiu ajudar a equipe a ganhar respiro na reta final de temporada.