Na derrota diante do Corinthians, o atacante Jô completou 19 partidas sem balançar as redes adversárias. O jejum correspondente a “um turno” do Campeonato Brasileiro faz o técnico do Atlético, Levir Culpi, pensar mais uma vez se o camisa 7 merece ou não permanecer como titular do Galo.
Segundo Levir, Jô vem apresentando boas atuações tecnicamente, mas, em determinados momentos, o atleta precisa ser preservado da seca de gol. “A bola não está entrando. Não tem jogado mal tecnicamente. Mas é aquela história, a gente vai tirando para ter um respiro do jogador. Às vezes, você insiste para ver se a bola entra. Não existe uma receita. Vamos ver o que vou pensar para o próximo jogo”, disse o treinador.
A última vez que Jô marcou foi no dia 10 de abril, na vitória do Galo sobre o Zamora-VEN, pela Copa Libertadores. Considerando-se as partidas com a Seleção Brasileira pela Copa do Mundo, a série negativa do atacante chega a 22 jogos. Nesse período, Jô chegou a ser barrado por Levir na partida contra o Internacional. André ganhou a chance e também não correspondeu. No confronto seguinte, Jô recuperou a posição.
Novamente ameaçado na equipe, o atacante mantém a tranquilidade: “Eu não corro da pressão. Estou sempre correndo atrás. Tenho 27 anos. Já rodei o mundo. Sei lidar com pressão. Me incomoda, claro, mas estou correndo atrás”, disse Jô.
Há alguns jogos, Levir chegou a cogitar escalar o Atlético sem um centroavante de ofício, adiantando Diego Tardelli. Outra possibilidade é o jovem Carlos. Amanhã, o Galo recebe o Grêmio, às 18h30, no Independência.