Uma discussão envolvendo o torcedor do Uberaba Sport e atleta do Brahian Aleman foi parar na delegacia
Uma discussão envolvendo o torcedor Carlos Henrique Teixeira (31), do Uberaba Sport Club, e o atleta Brahian Aleman, do Defensor Sporting-URU, foi parar na delegacia.
Revoltado com o camisa 10, que teria feito gestos racistas, o adepto, juntamente com testemunhas, procurou policiais militares para lavrar um boletim de ocorrência. Desta forma, o tenente Rodolfo ouviu a vítima e, após o apito final do árbitro, encaminhou o torcedor e o atleta uruguaio para a Aisp do bairro Olinda. "O torcedor nos disse que estava chamando o atleta de ruim e depois o jogador proferiu palavras de baixo calão. Além disso, teria feito gestos racistas com as mãos", afirmou o tenente Rodolfo, comandante da operação no evento esportivo.
De acordo com a PM, tanto a vítima quanto o acusado foram ouvidos no final da noite de ontem. Posteriormente à realização do boletim de ocorrência, ambos foram encaminhados para prestar esclarecimentos ao delegado de plantão.
A acusação, entretanto, não é uma novidade no futebol. Um dos casos que mais chamou a atenção ocorreu em 2005, em uma partida da Libertadores. Na época, o zagueiro argentino Desábato, do Quilmes, foi acusado pelo atacante Grafite, do São Paulo, de preconceito racial. Depois de pagar uma fiança de R$ 10 mil, o defensor foi solto e retornou a Buenos Aires.