Autor do gol da virada do Flamengo na vitória sobre o Al-Hilal por 3x1 e eleito o melhor jogador da semifinal do Mundial de Clubes, nesta terça (17), em Doha, no Catar, o atacante Bruno Henrique admitiu que a equipe fez um primeiro tempo distante do pretendido, mas que tinha certeza de que o time iria virar na etapa final.
"Estou feliz por contribuir mais uma vez. A gente viu o jogo deles contra o Espérance, vimos que eles caíram muito de rendimento no segundo tempo. Nós conversamos no intervalo, o Mister disse para não diminuirmos a intensidade porque o time deles ia cansar. Foi o que aconteceu, e com a nossa qualidade, nós conseguimos virar o jogo", afirmou Bruno Henrique, em entrevista à TV Globo.
Responsável por igualar o jogo no começo do segundo tempo, Arrascaeta concordou com o companheiro. "No primeiro tempo, não conseguiu apertar (na marcação), eles tinham muito espaço para sair jogando. Na etapa final, encurtamos os espaços das linhas e conseguimos chegar com profundidade", analisou.
"Treinamos para que possa acontecer no jogo da melhor forma", acrescentou ao ser questionado sobre o entrosamento do setor ofensivo do Flamengo. "Ficamos feliz pelo momento, queremos ficar ainda mais na história deste grande clube. Quero conquistar o Mundial. Depois de tanto tempo (1981) será bastante gratificante."
Na avaliação do lateral-direito Rafinha, o aspecto decisivo do jogo influenciou no comportamento da equipe no primeiro tempo. "O corpo está bem, mas o psicológico atrapalha. Sabíamos que iríamos enfrentar uma equipe muito forte, conheço quase todos os jogadores. Merecem todo o respeito. Fizemos um segundo tempo melhor, do jeito que o Flamengo está acostumado e estamos na final", comemorou o jogador.
"Agora é o jogo das nossas vidas. A gente respeita (o Liverpool), mas vamos com tudo", avisou Rafinha, que não acredita em uma surpresa na partida da equipe inglesa contra o Monterrey, do México, nesta quarta (18). A final será no sábado (21), às 14h30.